Abade de FariaInfância em Goa
José Custódio Faria mais conhecido por Abade Faria, filho do Caetano Valeriano Faria e Maria de Sousa, nasceu a 30 de Maio de 1756 em Candolim, concelho de Bardez, distrito de Goa antigo Estado da Índia; seu pai esteve envolvido em 1787 na conhecida “Revolta dos Pintos” também designada por “Conjuração dos Pintos”, cujo objectivo era terminar com a administração portuguesa, mas que não obteve êxito e foi duramente reprimida pelas autoridades portuguesas.
Aos 15 anos de idade saiu de Goa acompanhado de seu pai com destino a Lisboa, de chegou a 23 de Novembro de 1771. Passado pouco tempo seguiu para Roma, a fim de estudar no Colégio da Propaganda. Em 12 de Março de 1780 foi ordenado presbítero; doutorou-se em Filosofia e Teologia pela Universidade de Roma; tendo então regressado a Portugal, onde pela sua inteligência, saber e compostura moral chegou a conquistar grande fama de pregador.
Ida a Paris
Em 1788 emigra para Paris, fixando a sua residência na Rua de Ponceau; com o seu carácter irrequieto passa em 1795 a ser “leader” de um dos batalhões revolucionários, comandando uma das secções do tristemente célebre “10 do Vendimario”, que atacou a convenção e em cuja queda tomou parte activa, pelo que conseguiu ter relações com altas personalidades políticas, frequentando com Chateaubriand, os salões de Madame la Marquise de Coustine, amigo do Marquês de Puységur a quem dedicou o seu livro sobre as “Causas do Sono Lúcido”.
Em 1811 foi nomeado Professor de Filosofia da Universidade de França e eleito sócio da Societé Medicale de Marseille, ou seja membro da Academia de Medicina, sem nunca ter sido médico.
Em 1813 Abade Faria, que era discípulo de Puységur, soube que a divulgação de sonambulismo tinha crescido de importância; aproveita a oportunidade e regressa então a Paris, onde prega uma doutrina nova, que contribui para a aumentar sua notoriedade; ganha uma aura auspiciosa, mostrando ser um rival de Mesmer e dá início as suas práticas magnéticas.
Apesar de apodado de charlatão por uns, de possuir poderes divinos por outros, supondo-o as autoridades religiosas que ele está em pacto com o diabo, chega a revolucionar academias e agitar durante muitos anos outros centros científicos e as doutrinas teológicas.
Fama e glória
Com a sua obra “Da Causa do Sono Lúcido no Estudo da Natureza do Homem”, publicada em Paris em 1819, provoca intermináveis polémicas.
Mas o certo é que, rapidamente a fama do criador do hipnotismo vai crescendo, tornando-se na cidade de Paris, o alvo de atenção de todos. Foi ele o primeiro no mundo científico que defendeu a verdadeira doutrina sobre a interpretação dos fenómenos sonâmbulos, chegando a hipnotizar quase cinco mil pessoas. Escritores famosos de França, Bélgica, Portugal e Alemanha reconheceram o Abade Faria como o “Pai da Escola de Nancy”.
Aguinaldo (D.)Aguinaldo Ramos Conduto, era Natural de São Clemente (Loulé), nasceu a 8 de Setembro de 1909.
Viveu a sua adolescência na cidade de Évora, mas é por Lisboa que passa uma boa parte, mas por fim fixa-se na cidade do Porto.
Foi Serralheiro de ofício o que lhe permitiu construir as suas aparelhagens mágicas onde utilizava como Profissional de Ilusionismo.
D. Aguinaldo percorreu várias vezes a Penísula Iberica, actuou nos Açores e de 1966 a 1972 manteve activo nas colónias Portuguesas.
Vitima de um acidente Cardio-vascular a 9 de Julho de 1976 antes de actuar no Circo Portugal, na Apúlia.
Aguinaldo IIFilho de D. Aguinaldo
Segue as pisadas artisticas do Pai, de Nome Domingos Ramos Vieira Conduto,adquire o nome de Aguinaldo II, nascido em Évora EM 1936, fica com residência em Setubal
Inscrito no Sindicato dos Espectáculos com a cédula n. 2009, Aguinaldo II, tem exibido em Teatros de renome no Continente e Ilhas.
Amanciobrevemente
Adriano Vaz VelhoLuanda-01.03.1916;
Este conceituado amador de ilusionismo, de nome completo Adriano Joaquim Vaz Velho Júnior, nasceu em Luanda, no dia 1 de Março de 1916.
Filho de Adriano Joaquim Vaz Velho e de D. Margarida da Luz Vaz Velho, muito novo deixou o curso primário, para depressa concluir o curso geral dos liceus. A seguir, e com ótima classificação, formou-se em Ciências Matemáticas pela Faculdade de Ciências da universidade de Lisboa. Foi professor do ensino particular em vários colégios. Diretor, durante três anos, do Colégio Portugal, na Parede, Cascais. Professor do ensino técnico oficial, na escola Comercial Veiga Beirão de Lisboa, e na Escola Industrial Marques de Pombal. Desde 1959, exerce o cargo de professor-diretor da escola Industrial e Comercial de Montemor-o-Novo, onde é estimado por todos os colegas do magistério e muito respeitado e considerado pelos educandos. O Dr. Vaz Velho exerceu as funções de inspetor na Repartição de Salubridade Pública da Camara Municipal de Lisboa. É diplomado em telegrafia pela N.A.C., e possui carta de operador de rádio amador. Proprietário de posto emissor C.T.I.A.O., com o qual tem comunicado com o mundo inteiro. Esperantista desde muito novo, como qual fundou e dirigiu, durante sete anos, «Miro Português», publicação que na língua de Camões representa a revista «Miro», órgão dos esperantistas-ilusionistas mundiais. O seu entusiasmo pela ciência da subjugação dos sentidos, data de há vinte e dois anos, desde que assistiu a um espetáculo de Arte Mágica, efetuado por Edmundo do Portugal, já falecido, o ilusionista nosso compatriota que maior número de «figuras» executava com os aros chineses. No dia 21 de julho de 1956, os ilusionistas lisbonenses promoveram um almoço de convívio fraternal em homenagem ao Dr. Vaz Velho, que foi muito concorrido e animado. Do Porto vieram Martins Oliveira, Lopes Gaya, e de Viseu, o Dr. Francisco Ribeiro Saraiva. Depois do repasto, a seguir aos brindes, teve lugar uma sessão de ilusionismo, em que atuaram, além do homenageado, muitos dos mágicos presentes. Á festa assistiram bastantes senhoras.
André CastroBrevemente
André MelãoBrevemente
Arlinda CostaBrevemente
Armindo de MatosCompletam-se, neste ano de 2016, 20 anos de ausência do Dr. Armindo de Matos (1905-1996) referência ímpar da Arte da Magia em Portugal, fundador, a par de Eduardo Franco, este falecido em 2001, da Magiarte, a mais considerada casa de magia portuguesa na construção de aparelhos para Ilusionismo, no período dos anos cinquenta/sessenta, e localizada no Porto, na Rua Ferreira Cardoso.
Armindo de Matos, o prof. Armindo de Matos assim era conhecido, inicia a actividade da Magiarte, com Eduardo Franco, em 1956, sendo que em 1963 a sede, da Magiarte, é transferida para a Rua de Costa Cabral, no Porto. A decoração, original e manual, dos aparelhos representavam, só por si, uma mais valia em cada uma das peças Magiarte, quando assinadas por Germinal (Germinal Lourenço) , um nome ilustre do Ilusionismo português á época.
“Boletim Magiarte” uma referência que ultrapassou fronteiras
O prof. Armindo de Matos inicia a sua actividade, no Ilusionismo, em meados dos anos 40, no extinto I.I.R.S. (Instituto Internacional de Recreações Científicas) que daria origem á Academia Portuguesa de Ilusionismo situada no Campo Mártires da Pátria, no Porto, dirigida por Martins Oliveira que, por sua vez, viria a terminar as suas actividades em 1965, por falecimento deste responsável e proprietário.
Armindo de Matos pertenceu e colaborou de forma determinante na Tertúlia Ilusionista Tripeira, Sociedade Portuguesa de Ilusionismo, esta constituída em Fevereiro de 1954, por iniciativa de Eduardo Relvas, um incontornável no nosso Ilusionismo, e ainda não reconhecido devidamente. Infelizmente a vida desta Sociedade Portuguesa de Ilusionismo seria, oficialmente, curta e interrompida, antes de o ser, porquanto o Ministério da Educação Nacional não aprovaria os respectivos Estatutos, informação transmitida a 26 de Fevereiro de 1956, por D. Manuel Osório de Aragão, naquela que viria a ser a última Assembleia Geral e, a que o (extinto) jornal do Porto “O Primeiro de Janeiro” daria notícia.
Armindo de Matos foi um dos principais fundadores do actual Cube Ilusionista Fenianos, autor da “literatura mágica” de toda a actividade da Magiarte, e aqui se inclui o Catálogo Magiarte/ano de MCMLVI, um excelente documento a que nos atrevemos dizer hoje “uma peça de colecção” com a apresentação de 150 efeitos, parte deles inéditos, onde se poderia, por exemplo, ler: “os aparelho MAGIARTE não receiam confronto com quaisquer outros: na sua apresentação/ no seu funcionamento/ nos seus preços”, ou observava-se na prosa de Armindo de Matos, “Conselhos aos que principiam”; não há truques simples nem truques maus: há, sim, boas ou más interpretações na execução dos mesmos; e há, naturalmente, bons ou maus executantes. O prof. Armindo de Matos é o autor, ainda, do “ABC da Cartomagia” com 40 efeitos, edição da Magiarte em 1963.
Artur SantosDecorria a década de 80 quando, a 1 de Setembro 1987, nasce Artur Santos. Autor de uma infância repleta de petta zetas, desde cedo cativou um feroz interesse por aquilo que, mais tarde, se viria a revelar a sua grande paixão – o ilusionismo.
Aos 10 anos de idade torna-se membro do “Clube Ilusionista Fenianos”, no Porto, onde aprofunda conhecimentos na arte e cria sólidas amizades com outros ilusionistas. Aos 15 anos pisa o palco pela primeira vez, a ansiedade e nervosismo dessa estreia foram compensados pelos elogios que recebeu no final.
Em 2008, fruto do seu reconhecido trabalho e da sua relação com a comunidade mágica, é convidado para actuar no maior congresso internacional de ilusionismo realizado em Portugal, o Magic Valongo, partilhando o palco com ilusionistas de renome mundial.
Em 2010 e com 22 anos de idade, produz e realiza Porto Mágico – um programa de magia de rua pioneiro e líder de audiências no panorama televisivo português, emitido semanalmente em horário nobre e durante 3 meses no Porto Canal. Durante 13 semanas Artur Santos conduziu os seus tele-espectadores pelas ruas da cidade do Porto, numa viagem mágica feita também na a companhia de Pedro Abrunhosa, Manuel Serrão, João Seabra e Fernando Rocha.
Artur Santos foi um dos oradores convidados para a Talks 2.0 com o tema "Flow: Happiness and Creativity in your work life" e para a Escola de Magia do Porto com o tema "De mágico amador a profissional".
Aos 25 anos, paralelamente ao seu trabalho como ilusionista, inicia a sua formação superior em Design de Comunicação, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
exceder expectativas, marcar a diferença
Entre 2010 e o presente ano de 2016 o número de performances efectivas ascende o milhar, contabilizando-se uma média de 3 espectáculos semanais consecutivos para as mais variadas empresas e organizações, tornando-o num dos ilusionistas mais requisitados a nível nacional. Artur Santos trabalha também como consultor na área do ilusionismo, orquestrando o seu conhecimento multi-disciplinar especializado em busca de um resultado extraordinário para os desafios que lhe são propostos. É, ainda, pelo 3º ano consecutivo (2013 - 2015), o docente responsável pela Oficina de Magia no Colégio Luso Internacional do Porto (CLIP).
AtsocAmândio Fernandes ( de nome artístico ATSOC) nasceu no Porto a 30 de Janeiro de 1951, e iniciou-se no ilusionismo com 12 anos. Participou em muitos espectáculos em Portugal e actuou nas principais salas de espectáculo do Porto, casas de fado, discotecas, e até no Monumental Casino da Póvoa de Varzim e no Casino de Espinho.
Em 1992, depois de muitos anos de trabalho, apresentou-se a concurso pela primeira vez, no Festival Internacional MAGICVALONGO, categoria de manipulação, obtendo o Prémio Revelação.
Em 1995 concorreu no Concurso do Clube Mágico Português, obtendo o 2º prémio de manipulação.
Também atuou como artista convidado na 3ª edição do Festival Internacional MAGICVALONGO. Em 1997 actuou como artista convidado no Festival Internacional "Estoril Mágico - Cascais/97".
Já atuou em vários países europeus.
Foi Presidente da Direção do Clube Ilusionista Fenianos durante dois mandatos consecutivos.
Faz parte do Júri de concursos do Festival Internacional de Ilusionismo Magicvalongo e é membro do júri do Congresso Português de Ilusionismo.
Já lançou estes livros: Pedaços de Ilusão | As Magias da Ilusão | A Arte da Ilusão
Barbas Cardoso OSODRACJoão Maria Barbas Cardoso de nome Artístico Osodrac.
Nasceu em Portalegre no dia 21 de Março de 1924, mas residiu em Lisboa onde era desenhador Técnico de Reprografia.
Desde 1936 que se interessa por Ilusionismo, inventando e Construindo aparatos de magia que viria a utilizar nas suas actuações. Osodrac deixou nos imenso material literário como Ilustrador, como 4 Ases, Josés de Portugal, e muitas outras. Algumas das suas invenções foram premiadas e transcritas, destacamos Revista Espanhola A.M.A., Magia Moderna Itália e Magiches Magasin da Alemanha, No 11º Livro do Padre Cimó consta efeitos mágicos de Osodrac. No 1º Festival da Figueira da Foz, obteve Ex- aequo o 2º Prémio de Invenção e em 1975 no 3º obteve o 1º Prémio e fez parte do membro de Juri.
Foi também membro da A.P.I. e do I.I.R.S. ; S.P.I. S.I.J.
BarkóBrevemente
BetonyComeçou a gostar de ilusionismo desde muito cedo. Em pequeno ia ao circo e ali via os melhores mágicos portugueses: Conde de Aguilar, Jolson, Henry Tony, Da Costa, Prof. Karma e tantos outros.
Na adolescência teve contacto com o livro Arte Mágica Vol. 2 do Savler onde aprendeu a fazer pequenos truques, a partir desses livros deu inicio á sua paixão pela Arte Mágica.
Quando regressou do serviço militar que começou a trabalhar na antiga Fábrica de Loiça de Sacavém onde conheceu um colega de trabalho que era ilusionista o Josan (José Sebastião Trindade dos Santos). Foi ele que introduziu na arte mágica e que o levou para a API da qual tornou se sócio em Maio de 1981. Betony conheceu os grandes nomes da magia nacional onde partilharam a imensos conhecimentos conjuntos.
Mais tarde com a sua esposa Margarida Azevedo criaram a dupla Betony e Margarida e começaram uma rotina de magia oriental com a qual representaram Portugal no Festival da Primavera na Coreia do Norte em 2005 no qual ganharam o troféu de Prata, competindo com vários países como Rússia, Suécia, Mongólia.
BrunoBrevemente
CardinalAntónio Álvaro Guimarães Cardinal nasceu na cidade do Porto no ano de 1942
Conhecido e respeitado ilusionista português, conferencista, autor, organizador e jurado de festivais e concursos internacionais de magia.
Iniciou-se na extinta Academia Portuguesa de Ilusionismo, fundada por Martins Oliveira, e sediada no Porto.
Actuou, além de Portugal, em Espanha, E.U.A., Canadá, Tunísia, Angola, Macau, Cabo Verde e Alemanha, em várias Casinos nacionais, tendo participado várias vezes em shows televisivos portugueses como ilusionista, nomeadamente RTP, SIC, Porto Canal e TVI.
É um dos fundadores e coordenador geral do festival internacional de ilusionismo MagicValongo, que se realiza anualmente no concelho de Valongo. Foi presidente, em vários mandatos, do Clube de Ilusionistas Fenianos, secção do Clube Fenianos Portuense, sediado no Porto. Foi, também, presidente do júri do Festival Internacional de Magia de Macau - 2010.
Autor da secção "Magia por Cardinal", publicada semanalmente no Jornal de Notícias, durante uma década, com início em 28.12.1969, e, actualmente, com uma rubrica sobre o ilusionismo no Jornal Tribuna de Macau.
António Cardinal foi um dos primeiros presidentes do CIF – Clube Ilusionistas Fenianos, secção de ilusionismo do Clube Fenianos Portuenses no Porto, no ano em que esta instituição foi aceite como membro de pleno direito na FISM – Federação Internacional das Sociedades Mágicas. Foi organizador das 1ªs. Jornadas Mágicas da Cidade de Lisboa em 1980, bem como do Porto Mágico no ano de 1983 e 1984. Fez parte ainda do Festival Internacional de Ilusionismo, em 1993, onde foi um dos elementos do júri para os concursos, que ocorreram durante o mesmo.
Trabalhou em quase todo o território nacional e insular, bem como no estrangeiro, fazendo Magia para portugueses emigrados.
Durante algum tempo, actuou com o seu filho Paulo Cardinal, em espectáculos de mentalismo. Posteriormente, e trabalhando com sua mulher Palmira, apresentava um espectáculo de Magia Geral, e Grandes Ilusões, em diversos locais, nomeadamente, Casinos e outras salas de espectáculos. Nestes últimos anos, apresenta uma rotina a solo, com alguns números carismáticos. Tem passado longas temporadas em Macau, onde promove e colabora como actuante em espectáculos de Ilusionismo. Foi Presidente do Júri do Festival Internacional de Magia de Macau em 2010; é convidado regular dos Festivais de Lusofonia de Macau; promoveu a Homenagem a São João Bosco, presente na Livraria Portuguesa, em Macau 2015, e autor da página de Magia Entrada Livre, Jornal Tribuna de Macau há uns três anos.
É ele que, com a sua capacidade de organização e experiência, superintende os Festivais, atento aos mais pequenos detalhes para que tudo corra da melhor maneira possível.
Cardoso (Dr.)Dr. Cardoso, António Cardoso, ex-professor de Físico-Química será, certamente, dos raros Ilusionistas em Portugal dedicado exclusivamente à multíplice e fascinante área do Mentalismo.
Carlos RivottiBrevemente
Chasten e Lita (Prof.)Duo Artístico nascido na cidade de Lamego. José Maria Cardoso Bento de nome artistico, Prof. Chasten, Nascido a 12 de Outubro de 1952 constitui par com Maria Amélia da Costa Gonçalves Bento nascida a 6 de Junho de 1954 formando - Chasten & Lita.
Focam se nas aréas da Magia, Fakirismo e Hipnose Teatral.Participantes activos em varias actividades na sua cidade Natal, assim como eventos em várias cidades, ao longo da sua carreira artística.
Concorrentes assíduos em vários Festivais Mágicos, destaca- se os vários prémios obtidos no Festival Mágico da Figueira da Foz, onde obtiveram 3º em Fakirismo e 4º Prémio em Hipnose.
Formaram as 1ª Jornadas Magicas de Lamego em 9 de Abril de 1978.
Chris MagicBrevemente
Coelho de SousaCoelho de Sousa Professor do ensino primário de nome José Cordeiro Coelho de Sousa, nascido 9 de Maio de 1928 .
Apaixonado pelo ilusionismo desde os 16 anos, quando leu o Livro O Prestidigitador Moderno, foi membro I.I.R.S. estreou se em Lisboa no Patronato da Infãncia Lisboeta.
Interpretou o papel de um mágico numa peça escrita por Reinaldo Ferreira para os normalstas no Teatro S. Geraldo em que fez o Papel de um Mandarim Chinês Xung - Xing, pseudónimo que adoptou.
Conde d'AguilarSaúl Fernandes d'Aguilar
Lisboa-21.01.1909; Lisboa-12.02.1988
Estreou-se como ilusionista no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Entre 1940 e 1950, exibiu-se, com a sua esposa e partenaire July (Júlia Domene Cruz de Aguilar, de nacionalidade espanhola) por todo Portugal, nas ex-Colónias portuguesas, na Espanha, Marrocos, Grécia, Alemanha e Argentina. Teve muitas intervenções na televisão portuguesa RTP e, em 1954, tinha um programa na RTP onde ensinava alguns truques de ilusionismo. Posteriormente, tais truques foram publicadas num livro intitulado "Curso de Magia", patrocinada pela Milo-Nestlé.
Damião e HelenaBrevemente
Daniel GuedesBrevemente
David de CastroDavid Augusto Borges D´Alvim Morais de Castro nasceu na cidade do Porto em 06.03.1838, e faleceu em 1888. Herdou o título de Barão por causa da sua mãe, que era a 3ª Baronesa de Nevogilde. Encantou-se pelo ilusionismo quando assistiu à um espectáculo de Saint-Hypolite, no Porto. Em 1864, inaugurou o seu teatro particular, de nome Minerva, onde fez as suas exibições mágicas. Em 1872, publicou o livro “O Prodígio nas Salas”, em 1884, “O Thesouro da Magia”, e, em 1888, “A Carteira de Satan”.
David SousaDavid Sousa é natural de Espinho e iniciou o seu interesse pelo ilusionismo aos seis anos de idade. Frequentou o curso de Teatro da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE) do Porto e, em 2006, tornou-se ilusionista profissional. Em 2006 venceu o segundo prémio no Campeonato do Mundo de Magia da Fédération Internationale des Sociétés Magiques em Estocolmo, tornando-se o primeiro português a ser premiado no palco da mais importante competição de magia mundial. Em 2007 tornou-se o primeiro português a arrecadar a Varinha Mágica de Ouro em Monte Carlo. Em 2009 foi distinguido com o troféu Mandrake d'Or em Paris, e, no mesmo ano, foi-lhe atribuído o estatuto de Professor Honorário pela Academia de Artes Mágicas da Coreia do Sul.
Di FalcoBrevemente
Dick MarvelDick Marvel, Manuel Alves Oliveira da Silva, um português nascido no Porto, em 25 de Janeiro de 1940,O que o tornou famoso,foi a sua digressão, que contribuiu para o desgaste familiar, daí o seu regresso, a Espinho, duas dezenas de anos depois, na expectativa de recomeçar e dar continuidade aos êxitos mágicos alcançados no Brasil, Venezuela, Argentina, Uruguai, Chile, Bolívia, Paraguai, Peru, Equador, Costa Rica, Miami e tantos outros países e locais espalhados pela Europa, onde marcou presença tais como Espanha, Holanda, Inglaterra, França Itália, Checoslováquia, Alemanha, além das Canárias.
Uma vida a distribuir ilusões, com muita magia, tendo em conta, por exemplo, que no Rio de Janeiro, na TV Globo marcou presença assídua no programa “TV Fone” durante seis meses e, por três vezes, foi participante num programa especial transmitido via satélite para todo o Brasil.
DimasBrevemente
Duarte Faya e NádiaBrevemente
Eduardo Mendes FrancoNome artístico: Francof.
Figueira da Foz: 16.01.1920 / Porto:
Iniciou-se para o Ilusionismo aos 8 anos de idade, integrado num grupo de jovens, que se chamava "ALEGRIA E BOM HUMOR" e que se dedicava ao teatro, récitas e ilusionismo. Estava assim começada a carreira de um amante do Ilusionismo, que conciliou as inúmeras actuações de palco com uma vocação mais profunda, dentro da arte da Magia.
Eduardo Franco sempre se distinguiu pela sua capacidade inventiva e de adaptação e melhoria de inúmeros efeitos mágicos.
Eduardo Relvas - SavlerEduardo Relvas | Lisboa-14.09.1896; Lisboa-03.06.1977
Foi discípulo de J. G. d' Oliveira e estreou-se como ilusionista amador em 11.03.1913, no Teatro da Rua dos Condes - Lisboa, actuando como profissional entre 1917 e 1922. Em 1927, lança um catálogo de venda de artigos de ilusionismo que o próprio fabricava, composto de 151 truques. Foi Secretário-correspondente do I.I.R.S. (Instituto Internacional de Recreações Scientíficas), Em 1923, fundou em Lisboa o Grémio Mágico Português. Em 1949, fundou a Tertúlia Mágica Lisbonense. Em 1954, fundou a Sociedade Portuguesa de Ilusionismo, onde editou a o boletim "O Tesouro da Magia". Em 1948 organizou e dirigiu o Certame Nacional de Ilusionismo. De Abril de 1965 até Julho de 1974, publicou, semanalmente, a secção "Arte Mágica" na revista Plateia. Mais tarde, os artigos foram reunidos e publicados em 4 livros intitulados "Arte Mágica".
EdyNome artístico: Edi. Eduardo Meixieira nasceu a 08 de Fevereiro 1948 e é natural de Lourenço Marques
Edi nasceu em Moçambique onde conheceu e conviveu com o Conde d’Aguilar, Fú-Manchú e Orlando Dantez, com quem ganhou amor pela arte e aprendeu alguns efeitos de manipulação geral e segredos da ventriloquia. Aos 15 anos ingressou no Seminário Bíblico Nazareno de Moçambique onde, integrado nos seus estudos, frequentou o seu primeiro curso de Ilusionismo.
Fausto Caniceiro da CostaFigueira da Foz-05.03.1914; Figueira da Foz: 26.09.2006
Fundador dos Festivais de Magia da Figueira da Foz, que se realizavam anualmente naquela cidade, considerado o Pai dos Festivais de Magia em Portugal. Fausto Caniceiro da Costa , um rosto da Figueira da Foz, foi funcionário público de profissão. Figura inquieta e de rara sensibilidade, foi dirigente associativo, homem de teatro, humorista, poeta popular, ilusionista, declamador, mimo e, até, músico. Colaborou durante décadas em jornais e publicou mais de uma dezena de livros. Com o desaparecimento físico de Fausto Caniceiro da Costa a Figueira ficou mais pobre: perdeu um cidadão estimado e um bairrista convicto, para nós Mágicos um muito Obrigado Fauto Caniceiro da Costa. Para mim Miguel Ângelo Director do Museu da Magia, todo projecto faz sentido pelo trabalho que ate à data foi feito também pelo Sr. Fausto Caniceiro da Costa.
Francisca Marques VidalA sua vida e a magia estão ligadas desde sempre. Foi pela mão do seu pai – o mágico Marques Vidal – que desde muito cedo participou em Congressos e Festivais mágicos. De início limitava-se a correr pelos corredores dos teatros e a assistir atenta e fascinada aos espectáculos. Sempre que podia assistia sorrateiramente aos ensaios dos mesmos onde a sua presença não estava autorizada. (Nem todos os filhos de mágicos gostam de magia e poucos são os que seguem os passos dos pais.) Com o passar dos anos o amor pela magia tornou-se mais sério. Ainda teenager começou a trabalhar na organização de congressos mágicos. Aos 19 anos era assessora da presidência do Campeonato Mundial de Magia da FISM 2000 Lisboa (Federação Internacional das Sociedades Mágicas). E, mais tarde, tornou-se secretária da direcção da Associação Portuguesa de Ilusionismo – cargo que ocupou durante 4 anos. Enquanto isso, acabou a licenciatura em Ciências da Comunicação na UNL.
Francisco MousinhoFrancisco Mousinho é um performer e talentoso ilusionista de Lisboa. Enquanto outros optam por ilusões de larga escala e ilusionismo tradicional, o Francisco é orientado para os detalhes e subtilezas da performance teatral. Premiado em Cartomagia em 2015 e 2017, o Francisco alia o seu humor apurado e a magia ao teatro, e desde então que se tem dedicado à criação de conteúdos originais, apresentando o seu trabalho regularmente em todo o país, Espanha e Inglaterra. Com uma Licenciatura em Artes Performativas na Escola Superior de Tecnologia e Artes de Lisboa (ESTAL), usa também o seu conhecimento teatral como ator para consultoria, criando ilusões personalizadas para variadas companhias de Teatro e até outros ilusionistas. A sua versatilidade e humor tornam os seus espetáculos ricos na interação com os espectadores e não passa indiferente nos locais onde atua. Foi Finalista do Got Talent Portugal 2016 e trabalha com marcas e empresas de renome como a Coca-Cola, NAU Hotels & Resorts, Lego, JCDecaux, BP e muitos mais. É convidado regularmente pela Associação Portuguesa de Ilusionismo e outras associações de ilusionismo em Portugal, para atuar em aniversários, galas internacionais e convenções dedicada a mágicos e performers vindos de todo o mundo.
Fred AllenAs suas actuações fluíam, não com truques de manipulação, mas com arte e a magia da manipulação onde, sobretudo, as cartas “cresciam” e “diminuíam”, os bastões surgiam e o jornal recompunha-se. Tudo apresentado num estilo que definia a personagem mágica numa paixão visual e estética, como afirmava Fred Allen, numa entrevista dada à revista O Mágico em 2001.
Fred Allen brota do Ivo Helder Welch Martins de Sousa, nascido em Valongo a 23 de Novembro de 1955, filho único, educado num meio familiar conservador. Em 1968, tem encontro com a página “Arte Mágica” assinada por Eduardo Relvas, publicada semanalmente na revista Plateia (extinta em 1986), também designada Revista Semanal de Espectáculos. Do entusiasmo da “Arte Mágica” parte para o incontornável livro “Magia Teatral” de Martins Oliveira (a primeira edição data de 1940) e em 1969 começa a frequentar a também desaparecida Academia Portuguesa de Ilusionismo, onde, além da facilidade de consulta e aquisição de literatura especializada, era possível adquirir aparelhos de magia e truques.
É neste ambiente mágico que se vai desenvolvendo Fred Allen. Entretanto, em meados de 1971 o Jornal de Notícias, através da rubrica “Isto é Magia”, dá a conhecer Fred Allen. No ano seguinte é convidado para o programa “Isto é Espectáculo”, apresentado ao domingo no então distinto palco do Cine-Teatro Vale Formoso, no Porto, um edifício inaugurado em 1949, com capacidade para acolher 900 espectadores. Ali Fred Allen manteve-se em palco durante seis meses.
No caderno das desilusões, Fred Allen registava vários desabafos que vieram a público e que não poderia deixar de aqui referir por traduzir a sua forma de encarar a Arte Mágica: “Tive actuações que são para esquecer. A manipulação é um estado de espírito, temos poucas defesas, somos só nós e como nunca fiz profissão confesso que às vezes fui bastante ‘amador’ na preparação do espectáculo.”
Fred Allen, referência incontornável, generoso por vício, fosse na partilha do seu (muito) saber, quando requisitado para colaborar na construção de eventos ou desenvolver acções, sobretudo na área da formação de jovens Ilusionistas. A lealdade, para o Ivo ou Fred Allen, não se limitava a um adjectivo. Com Ivo/Fred Allen, iniciámos e concretizámos muitos projectos mágicos. Recordo, a título de exemplo, dois Festivais Internacionais da Figueira da Foz, as Jornadas Mágicas de Lisboa, os Magic-Porto, vários Festivais CIF/S. João Bosco e, Festival Internacional de Ilusionismo o MagicValongo.Sócio activo do Clube Ilusionista Fenianos, não deixando de ali colaborar como dirigente ou ministrando cursos de Manipulação e Workshops.
Fred Allen foi ídolo e herói destas jovens gerações de Ilusionistas, às quais nunca negou dispensar o seu tempo e saber. O seu vasto conhecimento técnico aliado à permanente disponibilidade em “passar”, com simplicidade, informação sábia, foram garante na influência e formação de dezenas de jovens Ilusionistas, alguns hoje com títulos e prémios internacionais conquistados.
Fred Allen, o Ilusionista da imagem romântica, consubstanciava na apresentação, conduta, atitude, porte e arte de bem fazer Ilusionismo, Fred Allen deixou -nos em Abril de 2017, ficando a magia muito mais pobre.
Obs: partes desta biografia foram extraídas de obras homenagens por parte de bons amigos.
Frederico da Costa BritoBrevemente
Philipe MagicPhilipe Magic Nome Artístico desde 1995. Desde muito cedo que sonha em ser mágico, mas sem ninguém que o pudesse ajudar era quase impossível. Mas ao assistir a programas na tv relacionados com magia (Um Toque de Magia que era apresentado pelo mágico Rovit (Vitor Alves) em 1989 ficando dede logo fasciado pela Arte Mágica. Depois de Rovit veio mais tarde acrescentar mais paixão e este mundo da ilusão o Luis de Matos e os especiais de David Cooperfield, tudo o fascinava. Numa livraria do Estoril descobriu 1 livros de Magia " TRUQUES DE ILUSIONISMO" de Araújo editado pela Europa-América, era mesmo aquilo que procurava, começou a desfolhar e ver que tudo havia uma maneira de fazer, em casa viu que não era fácil de aprender mas sozinho e ao poucos foi aperfeiçoando a sua apresentação. Com o lançamento da coleção da editora Habitat havia um livro que era (O Livro dos Truques de Magia) mas tarde editaram (O Livro dos Truques de Cartas) foram este os seus primeiros mestres e professores de magia. Aprendeu por livros sem acesso nem conhecimento de outros mágicos. Criou o seu primeiro show baseado nos ensinamentos desses livros, respeitando as regras do magico, com adereços de casa como lenços de assoar, notas, envelopes, cartas de
jogar, etc. Até que um amigo de família lhe disse que tinha um colega que era mágico e membro da API, e foi apresentado mágico Rui Morgado, ao qual lhe direcionou para sócio da Associação Portuguesa de Ilusionismo. Desde ai nunca mais parou, Começando a adquirir mais conhecimento e selecionando matérias de topo para as suas apresentações. Frequentou o curso da IMS.
Gago CoutinhoDistinto Oficial da Armada Portuguesa o Almirante Carlos Viegas Gago Coutinho, nasceu em Lisboa a 17 de Fevereiro de 1869. A importância que Gago Coutinho teve na Sociedade Portuguesa, é conhecida de todos, trabalhou como geografo, durante 20 anos nas Colónias Portuguesas de África e Oriente. Mas de facto o que imortalizou foi o importante feito Histórico da Navegação Aérea. Realizou a 1ª viagem cientifica da aviação em 1922 com Sacadura Cabral, entre Europa e a América do Sul, devido a um Sextante inventado por Gago Coutinho. falemos agora do Ilusionista fervoroso praticante de Artes Mágicas. Desde que em menino ofereceram lhe o livro Manual do Prestidigitador e depois de se entusiasmar pelos Espectáculos de J.G. Oliveira nas praças publicas de Lisboa e pelos ilusionistas que na altura preenchiam as salas de Teatro e Espectáculo, Ao adquirir um livro Francês de truques com Cartas, passou a executar Cartomagia. Dos vários registos ao longo do seu percurso destaca-se na Ilustração Portuguesa. A Revista Francesa `` Le Prestidigitateur`` veiculava a noticia do seguinte modo... a bordo do Vapor Porto estes oficiais passavam a noite a executarem sorte de Prestidigitação que interessavam a todos passageiros. Gago Coutinho manipulava Cartas e Sacadura Cabral apresentava sortes diversas, principalmente com Lenços. Gago Coutinho deixou-nos em 18 de Fevereiro de 1959, não sem antes ser considerado o Patrono da Sociedade Portuguesa de Ilusionismo.
Gonçalo GilBrevemente
Grand NeryBrevemente
Grémio Mágico PortuguêsGrémio Mágico Português
Lisboa: 18.01.1922
Fundado na Associação dos Caixeiros de Lisboa, em 18.01.1922, e tinha a sua sede provisória no Grupo Dramático e Escolar “Os Combatentes”. A sua direcção era composta pelos seguintes membros: Prof. Max (Presidente), Ricardini (Tesoureiro), Indiano (1º Vogal), José Cupertino (2º Vogal) e Savler (Secretário).
Publicaram o jornal “O Prestidigitador”, dirigido por Ling.
GutoNome artístico: Guto. César Augusto Rosa Araújo nasceu a 23 de Dezembro de 1958 e é natural de Vilarandelo. Emigrou para Angola onde residiu cerca de quinze anos na linda cidade de Benguela “Cidade Das
Acácias”. Aos seis anos despertou o seu interesse por cartas e moedas, fazendo pequenos joguinhos, que todos os garotos gostam de fazer. Depressa se interessou não só pelo ilusionismo, mas também por todas as artes circenses, vindo a interessar-se mais pelo ilusionismo já em adulto. Apesar do ilusionismo nunca ter passado de um hobby, Guto sempre gostou de criar as suas próprias ilusões, não se limitando a copiar ou a comprar os efeitos, tendo como preocupação, aperfeiçoar e inovar os seus efeitos, ainda que no mundo da magia já pouco ou nada se possa criar de novo sem que tenha por base algo que alguém já tenha criado. Tornou-se associado nos mais importantes clubes ilusionistas quer nacionais quer internacionais, nomeadamente: CIF - Clube Ilusionista Fenianos I CMP - Clube Mágico Português I IMS - International Magicians Society I SAM - Society Of American Magicians I API - Associação Portuguesa De Ilusionismo. E foi um dos sócios fundadores do SAM em Portugal. Desde então, teem efectuado diversos espectáculos, não só no nosso país, mas também em Espanha, França e Itália. Esteve presente na cerimónia de entrega do “Millenium Merlin Award” em Las Vegas (Estados Unidos Da América) onde esteve com alguns dos melhores ilusionistas do mundo como por exemplo: Lance Burton; Siegfried & Roy; David Copperfield; Ricky Thomas; entre outros... Fez parte da organização do “21° FISM WORLD MAGIC CONGRESS” FISM 2000 - Lisboa, cuja participação lhe rendeu um diploma de reconhecimento pelos serviços prestados. “Onde tive a oportunidade de trabalhar com uma excelente equipa de palco dirigida por Luis de Matos, ilusionista que muito admiro e considero um dos melhores do mundo.” Executou vários números em directo no programa SIC 10 Horas, apresentado por Julia Pinheiro na SIC onde já esteve duas vezes. Conta ainda com mais três participações em directo no programa Às 2 por 3, também da SIC. Foi entrevistado por um canal de televisão dos EUA. Já foi notícia, numa estação de televisão dos Estados Unidos, em vários jornais portugueses e estrangeiros, assim como em algumas revistas, das quais se destaca um artigo publicado pela Marketeer, urna das mais conceituadas revistas de marketing. Em Novembro de 2002 efectuou duas actuações nos Estados Unidos, para a “Casa De Trás Os Montes e Alto Douro” de Newark (New Jersey).
Guto Faleceu a 31-01-2026
Helder GuimarãesHélder Guimarães Nasceu no Porto, em 16 de Novembro de 1982. Em 2004, tornou-se o primeiro português a ganhar o Prémio Ascanio, o mais prestigiado prémio nesta área em Espanha e, em Agosto de 2006, com apenas 23 anos, sagrou-se "Campeão Mundial de Magia com Cartas" em Estocolmo. Tornou-se assim o primeiro mágico português a entrar na lista de Campeões Mundiais de Magia. Em 2012 integrou a lista de nomeados para o prémio Parlour Magician Of The Year 2011 da Academia de Artes Mágicas de Hollywood, entidade responsável pelo famoso e mítico Magic Castle de Hollywood. A votação dos membros da Academia atribuiu-lhe tal galardão. Em 2013 voltou a integrar a lista de nomeados para o prémio Parlour Magician Of The Year da Academia de Artes Mágicas de Hollywood e, pelo segundo ano consecutivo, a votação dos membros da Academia distinguiu-o com tal galardão (referente ao ano 2012). Helder Guimarães reparte a sua vida entre Los Angeles, onde vive e a percorrer o mundo a apresentar espectáculos, nomeadamente na Austrália, Japão, Coreia, Brasil, Argentina, Chile e vários países europeus.
Henry TonyA magia do Ilusionista profissional Henry Tony estava no auge quando se enredou, sem retorno, nas malhas da magia do Circo, neste caso, o Circo Mariano. Um Circo português com muita história e, talvez, o mais popular e conhecido Circo nos anos 60/70. Nascido, segundo registos pouco desenvolvidos, nos anos 20 do século passado, viria a ter nos finais dos anos 50 o ponto inicial mais pujante da sua vida, como empresa de companhias circenses para, nos anos 70, iniciar uma quebra de público e consequentemente receitas, agravada com o fim das deslocações às ex-Províncias Ultramarinas de Angola e Moçambique, o que terá levado o seu fundador Mariano Augusto Monteiro a propor a Henry Tony, então ilusionista de sucesso, a aquisição do alvará do Circo Mariano.
Mariano Augusto Monteiro ou simplesmente o sr. Mariano, iniciou-se na actividade circense como saltador e, aos poucos, foi organizando um grupo de artistas que lhe permitiu concretizar o sonho de “ter” um Circo – Circo Mariano.
HorcarBrevemente
HortinyJosé Carlos Gomes Pita
Gouveia-01.08.1948; Porto-03.02.1996
Foi para Angola com apenas 1 ano de idade, vivendo em Benguela, tendo-se iniciado como ilusionista aos 9 anos.
Em 1977, regressou para Portugal, tendo fixado residência em Coimbra, onde, em Setembro de 1979, fundou a sua casa de magia "Estúdio Mãos Mágicas".
Publicou várias obras literárias sobre o ilusionismo (Top Hat Magic, Outros Mágicos Rumos, Cocktail Mágico, etc),.
Em homenagem, a Câmara Municipal de Coimbra, por Acta nº 117 de 05.07.2004, inaugurou uma rua com o seu nome "Rua José Carlos Gomes Pita (Mágico Hortiny)".
I. I. R. S.I. I. R. S.
Porto: 28.07.1912 – 30.04.1954
O Internacional Instituto de Recreações Scientíficas foi fundada no Porto em 28.07.1912 por Martins Oliveira, António Ramos Pinto, Lino do Nascimento e Raúl Dória e teve a sua sede na Rua da Bandeirinha, 90 – Porto.
Esta associação editou a revista “O Illusionista”, “Cms” e “O Ilusionista”, e alguns livros de Martins Oliveira, tais como “Magia Teatral, Vol 1 e 2”, “A Magia do Amor”, “A Magia do Hipnotismo”, “A Magia do Fogo”, bem como vendia aparelhos de magia, alguns de fabricação própria, aos seus associados.
J.G. de OliveiraJoaquim Gonçalves de Oliveira. Nasceu a 24 de Junho de 1854 em Abadim, Cabeceiras de Bastos e faleceu a 1 de Fevereiro de 1928 na cidade do Porto. Consta, que J. G. d’Oliveira, teve a sua estreia oficial, como Ilusionista, no Teatro da Figueira da Foz, quando tinha dezasseis anos de idade. Ao longo da sua exemplar carreira artística, exibiu-se nos principais Teatros de Portugal Continental, Territórios de Expressão Lusófona e no Estrangeiro. Durante algum tempo, nas suas atuações, contou com a colaboração de Maria Antonieta. Trabalhou em espaços ao ar livre, em várias localidades, uma delas, pode ser constatada pela licença obtida através do Governo Civil do Distrito do Porto, para dar espetáculos de Prestidigitação nas ruas e praças da Cidade Invicta. Escreveu vários livros sobre esta nobre arte, seis títulos são conhecidos, alguns com várias edições, sendo que o Manual do Prestidigitador, conseguiu ter uma edição, durante o conturbado período da Primeira Guerra Mundial 1914 - 1918. Durante bastante tempo, lecionou um Curso de Ilusionismo, por si elaborado, tendo este, sido frequentado entre outras individualidades pelo saudoso confrade Eduardo Relvas ‘Savler’. Oficialmente é considerado o primeiro fabricante nacional de material de ilusionismo. Na sua loja, vendia também utensílios para esta arte importados de outros Países, para além destas intrigantes ilusões, incluía outros objetos curiosos da sua época, como está referenciado em pelo menos dois dos seus catálogos. Com António Pinheiro, Pedro de Freitas, Rafael Marques e outras Personalidades, fundou uma Associação de Ilusionistas, com a designação de Núcleo Mefistofélico Lusitano. O mérito, pelo seu empenho e dotes artísticos, foi distinguido com várias medalhas de ouro e prata, além destas, também foi presenteado com uma cigarreira de prata, executada por um mestre italiano. Esta distinção, foi atribuída por Dom Afonso de Bragança, Duque do Porto, filho do Rei Dom Luís I. J. G. Oliveira faleceu a 1 de Fevereiro de 1928 na cidade do Porto.
João Albino da SilvaAlbino da Silva - Nasceu em Viana do Castelo no dia 26 de Janeiro 1869. Estreou se a 28 de Maio de 1891 no Teatro Taborda, foi em época considerado um dos melhores da magia nacional, seguindo os conselhos de José Avelino e graças ao seu talento Natural, impõe-se como grande artista. Profissional Brioso percorreu todo o Continente Português assim como vários países da Europa destacando se na Alemanha em 1913. A 22 de Agosto de 1897 foi eleito 1º Classificado num concurso de Ilusionismo realizado na sua terra, integrado nas Festas da Nossa Senhora da Agonia. Do percurso consta a história que recebeu 4 Medalhas de Ouro e 2 de Prata. 1902 atuou como Faquir no Teatro Águia D´Ouro no Porto, em substituição e com mérito o Marroquino Hadj Soliman Ben Aissa, igual destaque assim teve em Espanha na cidade de Sevilha, onde alguns médicos ficaram maravilhados com a sua atuação. Albino da Silva Faleceu em Viana do Castelo no dia 4 Março de 1939. Também do seu talento destaca-se a construção de aparatos mágicos, ao qual ele próprio cedia a alguns colegas mágicos.
GRATIDÃO AO CAMACHO BARRIGA POIS É O AUTOR DO DICIONÁRIO DO ILUSIONISMO EM PORTUGAL EM 1978 , E A ELE O MUSEU DEDICA LHE ESTA GALERIA MÁGICA
João BlumelBrevemente
João MirandaJoão Miranda é um mágico reconhecido mundialmente. É ainda professor, conferencista, consultor e criador de magia original. Os seus clientes incluem mágicos mundialmente famosos como David Copperfield, Luís de Matos, Mat. Franco, Derren Brown, Dan White, Hans Klok, Lu Chen e muitos outros. As suas criações são actualmente vendidas para mais de 80 países em todo o mundo e são apresentadas nas lojas de Nova York Tannens e Fantasma Magic. Atualmente, João tem uma equipa de 7 pessoas a tempo inteiro, desde engenheiros a designers, que fazem magia original e de alta qualidade que ajuda no sucesso de milhares de mágicos a nível mundial.
João SoaresJoão Soares nasceu a 4 de Junho de 1998. Com apenas 12 anos de idade começou a interessar-se pelo ilusionismo. Contrariamente à maioria das crianças, João Soares preferiu um simples baralho de cartas a qualquer outra atividade. Tirou o curso na escola de magia do porto, pioneira no país, o qual confessa que foi graças a isso que conseguiu levar o seu sonho até hoje. Com apenas 14 anos, começou a realizar eventos relacionados com a magia, tais como, casamentos, eventos empresariais, batizados, aniversários entre outros. Aos 16 anos estreou-se no mundo da televisão, contando com participações na RTP, na SIC, na TVI, Porto Canal e Sic Radical. Mas o maior desafio da sua carreira foi participar no programa “Got Talent Portugal” sendo, semi-finalista do Programa. O jovem mágico espinhense, com apenas 19 anos já sonha com grandes palcos e tem como grande objetivo levar a magia como via profissional no futuro.
João SoutoBrevemente
Jodivil e MargotBrevemente
Joe MarvelJosé Manuel de Pinho Oliveira e Silva, nasceu em Espinho em 1 de Setembro de 1957. iniciou o seu percurso como assintente do nosso Mágico Dirk Marvel. Cedo partiu para o Brasil onde se apresentou nos vários circos mundiais, e casas de Espectáculos. Mas foi na Argentina que iniciou a Arte das Sombras Chinesas sendo aluno do tão reconhecido mundialmente Fu- Manchu. Trabalha como profissional desde 1974, percorreu o mundo como seus espectáculos de Sombras Chinesas. Em Portugal no IV festival da Figueira da Foz conquista o 1º Prémio em sombras Chinesas. Seguiu se até aos dias de hoje a sua participação pelo mundo, em vários navios cruzeiros, Night Clubes,Hotéis e Casinos.
Joferk & CristyJosé Fernando Pacheco Coimbra , Nasce a 22 de Março de 1939 na cidade do Porto. Iniciou o percurso de ilusionista em 1959. onde já em 1960 adopta no Clube Ilusionistas Fenianos o nome artístico de Joferk. tornou se Profissional de Ilusionismo em 1975 com Cédula nº 3574, no Sindicato dos Espectáculos, Forma duo Mágico com a sua esposa Cristina, formando o duo Joferk & Cristy. Em 1963 recebeu o 1º Prémio São João Bosco, do Clube Fenianos Portuenses.
JolsonRaúl da Silva Pinto Idanha-a-Nova-14.06.1922; Almada-06.03.1995 Iniciou a sua actividade artística como ilusionista profissional em 1947, no Teatro Luisa Tody, em Setúbal. Juntamente com a sua esposa e partenair Nita (Maria Eclipsina) trabalhou em vários circos, nomeadamente no Circo Mariano, tendo actuado em Portugal, ex-Colónias portuguesas, Norte de África e vários países europeus. Em 1957, foi convidado a actuar no canal televisivo português RTP, e em 1962, na Itália, participou no filme "Femine al neon". Em 1995, deu a sua última entrevista no programa do Luis de Matos.
JomaguyJomaguy Nasceu a 4 de Dezmbro de 1954 na cidade do Porto.
Possui a carteira artística nº 3262.
Fez parte de clubes como C.I.F. E A.P.I
Jónio (Camacho Barriga)João António Camacho Barriga, Nasceu em Beringel, a 7 de Abril de 1931. Desde muito novo se dedica ao Ilusionismo sendo a Cartomagia e Micromagia as suas preferidas. Dono de uma extensa Biblioteca de livros escritos em várias línguas. Da autoria de Jónio existe uma imensa obra deixada quer em livros da sua autoria quer em revistas e jornais aos quais desempenhou um papel muito activo, obras como O ilusionista, CMS, O Mágico, Miro Português, Quatro Ases, Magia, Alentejo Ilustrado, Ilusionismo, El 3 de Bastos, Magic Around the World...e muitas outras. Activo também como sócio em Clubes Mágicos como Academia Portuguesa de Ilusionismo, , Clube Fenianos Português (Secção de Ilusionismo), Os Josés de Portugal (S.I.J.), Sociedade Espanhola de Ilusionismo, Circulo Espanhol de Arte. Pertenceu á Sociedade Portuguesa de Ilusionismo e Internacional Instituto de Recreações ``Sientificas´´. Camacho Barriga com o seu reputado conhecimento mágico foi júri no 1º Certame Mágico Portuense e no 2º Encontro Mágico de Coimbra. Presença Internacional no 1º Certame Mágico de Andaluz, representou o C.I.F. no congresso Mágico em Liege na Belgica.
JoqueiBrevemente
Jorge Condorcet Pais Mamede ( Dr.)Dr. Jorge Condorcert País Mamede,Nasceu em Coimbra em 1933. Frequentou quatro cursos superiores na Universidade de Coimbra, tendo concluído a Licenciatura em Farmácia e em Biologia. Doze anos após o seu nascimento, isto é, em 1945, o seu Pai Júlio Condorcet, médico radiologista que tinha sido um entusiasta pelo ilusionismo e prestidigitação enquanto estudante liceal e universitário, inicia o seu filho Jorge nestas andanças. Considerando que o pai também se interessou em 1915, de tenra idade, pelas artes mágicas, em 2015, os dois, Júlio e Jorge Condorcet, completarão uma sequência centenária e contínua com essa actividade, sempre nos meios académicos de Coimbra e sempre como amadores. Jorge Condorcet frequentou em Coimbra as Faculdades de Medicina, de Farmácia, de Letras e de Ciências e Tecnologia desde 1950 a 1980, tendo completado o Curso Profissional de Farmácia, o Bacharelato e a Licenciatura (antes de Bolonha) em Biologia no ramo científico. Durante este intervalo de tempo de 30 anos, Jorge Condorcet fundou e foi o primeiro Presidente do Grupo Académico “Os Mochos” em 1951 com os seus cantores de fados Fernando Rolim e Luiz Goes e a sua famosa Orquestra, tendo também actuado, a partir dessa altura e sucessivamente, no Orfeon Académico, na Tuna Académica, no Orfeão Misto e ainda, quando este último foi extinto, no Coro Misto de quem foi o primeiro Presidente. Posteriormente fez parte do Orfeon dos Antigos Orfeonistas e em seguida, quando aquele organismo acabou com as variedades no seu programa, com a Associação dos Antigos Tunos com quem colabora há muitos anos. O amor que tem a Coimbra e à sua academia, fez que em 1943 se tornasse sócio da Associação académica de Coimbra, que nunca abandonou, tendo inclusivamente assistido em Lisboa à conquista da 1ª taça de Portugal em 1939, tudo isto pela mão de seu Avô paterno que lhe meteu o “vício do futebol” quando tinha apenas 4 anos de idade. Actualmente é o sócio nº6 da Briosa. Na sua vida profissional foi Director e Professor no Externato de Santo António de Coruche e no Externato Infante de Sagres de Avelar e depois, até à reforma, na Escola Preparatória de Avelar. Embora já o conhecesse de tenra idade, foi neste Estabelecimento de Ensino que foi professor de Luís de Matos, o mais mediático de todos os ilusionistas portugueses de todos os tempos. Quanto à Associação dos Antigos Tunos da Universidade de Coimbra, Jorge Condorcet honra-se de continuar a ser convidado para as suas actuações de ilusionismo humorístico nas variedades dos seus espectáculos em Portugal e no resto do Mundo onde, após a sempre brilhante exibição da Orquestra, actualmente regida pelo Maestro Augusto Mesquita, contracena com a Orquestra de Tangos, declamação de poesias e outros números, terminando com fados e guitarradas de Coimbra. Nos diversos grupos mencionados, Jorge Condorcet actuou mais de 1000 vezes em perto de 150 estados da Europa, África, América, Ásia e Oceânia, tendo sido com os Antigos Tunos que, há poucos anos, concretizou, na digressão à Austrália, a sua grande alegria por ter pisado e ter sido sempre bastante aplaudido, em palcos dos cinco continentes. Mas esses êxitos não se devem apenas a Jorge Condorcet, mas também aos seus colaboradores/ajudantes onde se destacaram Pitarma, Rui Meira, Fernando Galvão, Ermelinda, Rui Albuquerque, Cipriano, Bigotte e muitas dezenas de outros e ainda, nos Antigos Tunos, Júlio Serra e Silva, Pureza e Polybio Serra e Silva. Este último, com o seu “dom” de captar, com o seu cérebro prodigioso, os pensamentos de alguns assistentes, pelo facto de receber destes, ondas reflectidas do espaço, em conjugação com “dom” idêntico de Jorge Condorcet, conseguem somar, em conjunto, aplausos sobre aplausos através do Mundo. Percorreu o mundo com a sua Paixão pela Arte Mágica, foi também Actor e Cantor, e foi na cidade de Coimbra que manteve a sua atividade e sempre com bom humor e apaixonado pela vida. ( Texto extraído na Secção Antigos Alunos da Universidade de Coimbra numa Homenagem a Dr. Condorcet em 2010 )
Jorge Teixeira Dr.Brevemente
José Avelino da SilvaOSÉ MARIA AVELINO nasceu em Braga, a 25 de julho de 1859. Iniciou-se no ilusionismo e estreou no teatro da Trindade do Porto, em 1 de outubro de 1882, tendo aí recebido a sua primeira medalha. A 27 de março de 1888 partiu para o Brasil. O seu passaporte existente no Arquivo Distrital de Braga, diz o seguinte: "José Maria Avelino. Casado, 29 anos de idade. Filiação: Jose Avelino Ferreira. Natural de Braga - S. Lazaro, S. Jose - Braga. Destino: Rio de Janeiro. Leva em companhia sua mulher Felicidade Luz Ferreira Dias de 26 anos. Prestou fiança. Estreou no Rio de Janeiro no teatro Recreio Dramático na segunda-feira dia 30 de Abril de 1888. Depois trabalhou no Salão Internacional de Campinas, por volta de 16 de junho. No teatro da cidade de Rio Claro exibiu-se no sábado e no domingo, 7 e 8 de Julho desse ano. Esteve também em São Paulo. Durante a temporada em que o artista português andou pelas grandes capitais do Brasil deve ter beneficiado da euforia dos abolicionistas que gostavam de celebrar com sessões de ilusionismo e terá ouvido falar de um elogiado jornalista conhecido por “Dr. José Avelino” que terá sido favorável ao seu sucesso. Regressou a Portugal e em 25 de Dezembro de 1888, num espectáculo que deu no Teatro de S. Geraldo em Braga foi condecorado com uma medalha de ouro e outra de prata. Em maio de 1891, no Palácio de Cristal do Porto, intitulava-se o "Novo Cagliostro" e apresentava "A substituição humana, ilusão de grande aparato" - assistiram suas majestades o Rei D. Carlos e Rainha D. Amélia. A 14 de Julho de 1895 recebeu uma outra medalha de prata dourada no Real Coliseu do Porto. Em 1897 voltou ao Brasil para apresentar o "Kinetógrafo portuguez" do empresário Aurélio Paz dos Reis. Depois das exibições deste aparelho em Braga em 20 e 23 de novembro, alguns dias depois de grande sucesso no Porto, a 12 do mesmo mês de 1896. Avelino teria convencido o empresário acerca do interesse em exibir no Brasil, onde ele próprio fôra feliz. Partem então e iniciam as sessões na cidade do Rio de Janeiro em 15 de janeiro de 1897, no teatro Lucinda, mas decorrida uma semana os fracassos por motivos técnicos obrigam a interromper a empresa. A luz é insuficiente. A produção de electricidade falhou ou algo queimou e Avelino ficou doente. O aparelho cinematográfico havia sido adquirido meses antes em Paris. Paz dos Reis chegou a fazer algumas filmagens (aliás das primeiras feitas no Rio de Janeiro, na Av. Rio Novo, mas a sessão de projeção, não obstante ser anunciada por José Avelino como "Alta magia" em maiúsculas, no jornal local, ou seja a "surpreendente colecção de quadros reproduzindo cenas e episódios da vida portuguesa, com vistas de Portugal, e outros de actual interesse" não fizeram magia e o espectáculo encerrou em 20 de janeiro. Ambos, artista e empresário, voltaram desanimados a Portugal. José Maria Avelino era muito popular na sua cidade natal. De espírito alegre e folgazão deu origem a algumas anedotas a seu respeito. Uma delas conta que sendo sua esposa presente nos espectáculos, costumava estar também um admirador na primeira fila que impunha o seu charme perante a bela senhora do ilusionista. Este, certa vez, convidou o atrevido a subir ao palco, para ajudar numa experiência e logo declarando que o ia degolar, passou-lhe uma navalha sem gume pelo pescoço, enquanto fazia jorrar bastante sangue de galinha por cima do homem que largou a correr aflito gritando que morria. O cartaz de José Avelino com a imagem de uma mão e três bolas, sugere que fazia manipulação mas isso não foi confirmado. Há outro cartaz idêntico com cartas em vez de bolas. Ele trabalhou também em Paris, visitou Londres e era relativamente conhecido em Espanha. Curiosamente só estreou em Lisboa em 1917, segundo se escreveu, tendo então apresentado o seu espectáculo no Salão Foz. A imprensa da época mencionou José Maria Avelino como bastante hábil, fazendo o mesmo efeito com diferentes métodos secretos de modo a despistar as suspeitas dos espectadores.
Quando faleceu, na sua cidade natal, no dia 3 ou 4 de maio de 1926 (e não em 2 de março de 1939 como se escreveu anteriormente) os bombeiros de Braga juntaram-se ao cortejo fúnebre com um carro trazendo os aparatos de grande ilusão que haviam feito a fama do grande artista, José Maria Avelino.
A data verdadeira do falecimento de Avelino é documentada por um jornal brasileiro.
José CambraJosé Pedro Carneiro Amorim de Valente Cambra, ou mais conhecido como “Cambra”, nasceu a 25 de junho de 1998, no Porto.
Desde dos seus 4/5 anos que se fascinava pelas artes em geral, mas principalmente artes do espetáculo. Adorava ir Coliseu do Porto, com a família, assistir ao “Monumental Circo” e ao contrário da maior parte das crianças, o seu número favorito não era o dos palhaços, mas sim a atuação de magia! Foi então por volta dos 7 anos anos de idade, que o entusiasmo pelo ilusionismo aumentou, com uma caixa de magia “Borras” oferecida pela mãe. No entanto, os efeitos incluídos neste brinquedo eram demasiado complexos, o que fez com que o jovem aprendiz colocasse o presente de lado, mas nunca perdeu o interesse nesta arte. Por isso, continuava a surpreender-se por todos os mágicos que via trabalhar, tentando sempre reproduzir os seus efeitos mágicos, para os seus amigos e familiares. O assunto tornou-se mais sério quando conheceu o “C.I.F”, Clube Ilusionista Fenianos, e se inscreveu no clube, passando a frequentar as reuniões semanais. Foi nos Fenianos do Porto que o José, aos 10 anos, conseguiu dar os primeiros passos neste mundo e conhecer pessoalmente mágicos amadores e profissionais, até campeões do mundo. Por este mesmo motivo, sente-se bastante agradecido à Família Feniana, referindo sempre o casal Meixieira, pelo qual foi recebido e sempre acompanhado, com objetivo de crescimento e evolução como artista. Passados 2 anos, teve a sua primeira atuação paga, como “assistente” do colega Paulo Geraldes. A partir desse dia, foi convidado para pequenos espetáculos em escolas, infantários e mais tarde aniversários infantis. Ao longo dos anos, foi conhecendo melhor a arte do ilusionismo, com a ajuda de DVD’s, Livros, mas o mais importante foi sem dúvida todo o apoio que vivia no CIF e o contacto direto com outros mágicos nomeadamente em Congressos Nacionais e conferências. Começou desde muito cedo a atuar juntamente com outros colegas em espetáculos solidários e mais tarde em Galas de Magia, ganhando prática para mais tarde conseguir dominar uma plateia. E foi mesmo isso que aconteceu, com 15 anos, começou a sua “carreira”, quando apareceram os primeiros clientes, que o conheciam em entrevistas na Televisão, no jornal, nas redes sociais, ou o amigo do amigo, o qual tinha assistido a um espetáculo seu anteriormente. Mais tarde, concretizou algo que sempre quis, ao entrar para a direção do C.I.F. juntamente com a colega Andreia Peixoto (Miss Andy), sendo o mais jovem vice-presidente de sempre do clube, aos 16 anos. Os seus espetáculos têm diferentes formatos, desde atuações de close-up para pequenos grupos, até espetáculos de palco, com público de 2 mil pessoas. Apesar de centenas de atuações já executadas, o seu objectivo é encher o Coliseu do Porto, com um espetáculo a solo ou em grupo, com outros ilusionistas amigos. Foi com um desses seus amigos, Filipe Couto, que abriu a mais recente loja de magia em Portugal, Magic4all. Um pequeno
projeto que se baseia na venda de produtos de ilusionismo, online e em festivais nacionais. Já conseguiu obter prémios em concursos de talentos, atuou de Norte a Sul do país, nos Açores, e já levou a sua paixão a diferentes públicos da Europa como Alemanha, Dinamarca, Itália, Letónia, Croácia, Finlândia… Atualmente, com 19 anos, o jovem ilusionista dedica-se todas as semanas a atuações em eventos privados como workshops empresariais, aniversários, casamentos, etc…deixando sempre a sua marca de profissionalismo e amor pela arte!
José de LemosBrevemente
José SilvaJosé Eduardo Dos Santos Cardoso Silva, mágico Nasceu em Vila Real a 11 de Dezembro de 1998. Despertou-lhe interesse na magia com apenas 7 anos de idade, no entanto, nunca se imaginou sendo ele a atracção do público, tendo também outras ambições devido à idade em questão. Até que chegou o dia , já com os seus 17 anos de idade , que o jovem encontrou um baralho de cartas na escola que frequentava, desde esse dia começou aprender a arte da magia, inicialmente apenas para impressionar amigos e família. Desde então começou a sua paixão. José Silva já conta com vários Espectáculos por todo o país, espera poder seguir o seu sonho e tornar a Magia, a sua vida, pisar grandes palcos e fazer grandes feitos Artísticos.
Karter MendesManuel de Sousa Louro Mendes de nome Artístico Karter Mendes, Naturalde Braga - Fraguesia da Cividade, nascido em 1954. Ainda Criança era um Espectador assíduo das companhias de Circo que se apresentavam em Braga. Tendo sempre familiarizado com os artistas na maior parte Ilusionistas, assim nasce a paixão pela Arte Mágica 1972 Karter Mendes fez a sua Primeira apresentação pública e desde então nunca mais parou. Participa em inúmeros eventos, e alguns com caracter social e de Beneficiência. Karter Mendes é presença habitual no conhecido Natal dos Hospitais, principalmente pelo organizado Hospital de S. Marcos. e também marca presença no estabelecimento Prisional de Braga. Em relevo fica a participação Nos celebres Festivais de Artes Mágicas da Figueira da Foz , anos 1975, 1977,1979 e 1982. A nivel de Participacões Televisivas e Radiofónicas, destaca se Radio Renasçença, Rário Festival, Rádio Voz do Neiva, RTP 1 ( Praça da Alegria e TVI ( Você na TV). 1997 Karter Mendes Comemorou 25 Anos de Carreira, onde decorreu a Homenagem da Associação ACOFA de Braga e Cruz Vermelha de Braga. 2005 Recebe o Galardão de Artes Tradicionais Populares, Associação A nossa Terra. Karter Mendes continua a ser Presença habitual nos vários Festivais de Magia em Portugal.
Karter Mendes
Nasceu a 24/04/1954
Faleceu a 10/02/2026
Lanydrack e FatyBrevemente
Le-A-FarRafael Pinto - Lisboa-03.10.1910; Tornou-se ilusionista a partir de 1939. Tomou parte da ópera "La Rondine", exibindo dois números de ilusionismo, e nos filmes "Bocage" e "Aldeia da Roupa Branca". Foi dono do Circo Rivoli, trabalhou no Coliseu dos Recreios, RTP e em inúmeras casas de espectáculos nacionais e estrangeiras. Pertenceu às direcções da S.I.J. (Secção de Ilusionismo Os Josés) e A.P.I. (Associação Portuguesa de Ilusionismo).
Leandro MorgadoBrevemente
Lino Ferreira do NascimentoNasceu em 28 de Março de 1866, tendo como profissão comerciante, partiu para Paris a 14 Junho de 1928. Lino Ferreira do Nascimento, foi muito importante no destaque do Ilusionismo Português. Mágico com muita cultura e conhecimento foi membro das sociedades mágicas e Fundador I.I.R.S. Deixou publicações em livros Francês Boscar ( Remi Ceillier), dix Seances d´illusinisme e em Revistas Boletim Mágico e O Ilusionista. Doze dias antes da sua morte escreveu na revista Parisiense" Le Prestidigitator". Foi Concedido o diploma de Honra pela Association syndicale des Artistes Prestidigitateurs ( A:F:A:P:) No Museu da Magia Portugal , Encontram se guardados , Manuscritos de Lino Ferreira de Nascimento em 13 Volumes, Desenhados , Traduzidos e assinados.
LucícliaBrevemente
Luís de MatosLuís de Matos apresentou a sua primeira ilusão aos 11 anos. Desde então tornou-se conhecido nacional e internacionalmente conhecido pelas suas ilusões, tendo apresentado vários programas na RTP.
Aos 5 anos, em 1975, deixou Moçambique e mudou-se com os pais para Portugal tendo a família ido viver para concelho de Ansião, distrito de Leiria.
Luis de Matos possuiu um bacharelato em Produção Agrícola tendo estudado na en:Escola Superior Agrária de Coimbra no en:Instituto Politécnico de Coimbra.
Em 1995, Luis de Matos impressionou os portugueses com uma ilusão de previsão dos números do Totoloto com uma semana de antecedência.
Luís de Matos começou as suas aparições na televisão em 1990 e dois anos depois apresentou a sua própria série de televisão intitulada "Isto é Magia". Seguida de várias séries, incluindo "Noite Mágica, Ilusões com Luis de Matos, Luis de Matos Ao Vivo, e Luis de Matos Mistérios para a RTP1.
Luis de Matos também actuou noutras séries de televisão por todo o mundo como "Shalakabula" em Espanha, :en:The Magicians (2011) no Reino Unido, integrando recentemente a adaptação espanhola deste programa da BBC em es:Por arte de magia. Participa semanalmente, pela nona temporada em directo à sexta-feira, no programa LUAR da TVG, em Espanha.
(Miss) Andy Andreia Peixoto Guimarães, nascida a 07-12- 1982 em Mafamude - V.N. de Gaia, desde cedo se interessou por Ilusionismo. O seu pai,André Pedro Guimarães aficionado pelas artes anexas (hipnotismo) e curioso do ilusionismo, possuia uma pequena colecção de livros sobre a arte da ilusão,os quais Andreia, começou a desfolhar mesmo sem saber ler, tentava desvendar as imagens e com a ajuda do pai reproduzia alguns
efeitos de cartas, tinha nessa altura 5 anos. Ajudou a fomentar o gosto pelo ilusionsimo uma ida ao circo em que viu pela primeira vez um ilusionista ao vivo. Desde então, sempre que podia comprava um baralho de cartas e ia treinando e praticando com a sua familia. Mudou-se para Moçambique em 1992 com 9 anos e lá viveu ate 1999.Durante esse tempo continuou a praticar, por volta dos seus 13 anos,em Moçambique conheceu um Ilusionista Inglês que lhe ofereceu o seu melhor livro de Iusionimo e aí aprendeu uma das técnicas mais utilizadas na cartomagia, que até então desconhecia,o DL. Aprendeu nesse mesmo livro umas das rotinas que ainda hoje utiliza no seu reportório. O seu nome artistico deve-se a alguns amigos que a tratavam por Andy na escola (Escola Poruguesa de Moçambique), e para criar mais enfâse acrescentou o Miss, nascendo assim a Miss Andy. Durante alguns anos o ilusionismo ficou para 2º ou 3ºplano, até que em 2010 voltou a praticar e criou uma rotina, que apresentou no seu primeiro serviço pago numa noite de Hallowen nm café próximo da sua residência, em Anta - Espinho. Desde então tem vindo a trabalhar na sua rotina mais conhecida, a rotina com bolas de esponja - Benson Bowl. Rotina essa que levou á sua primeira apresentação televisiva na RTP no carnaval de 2012 no programa “Praça da Alegria”. Surgiu logo de seguida um convite para participar numa reunião no Clube Ilusionista Fenianos,no Porto feito pela direção do mesmo. Foi amor á primeira vista, a grandiosidade do clube, a forma como foi recebida e tão acarinhada, que não demorou a fazer-se sócia do Clube. Surgiram mais convites para apresentações televisivas, tendo até a data passado 3 vezes pelo Porto Canal em programas diferentes e foi noticiada na SIC pela raridade de mulheres no ilusionimso em Portugal. Em 2015 candidatou-se a direção do clube Ilusionista Fenianos, ganhando e assumindo a direção até fevereio de 2017. A destacar a sua vistia oficial como diretora do clube, ao aclamado Magic Circle em Londres em 2016. Tem participado em vários festivais de ilusionismo no país como artista convidada, desde o Chaves Mágico, passando pelo S.João Bosco, API ao Magic Valongo.Miss Andy tem vivido a magia como o seu prórpio lema diz: Vive a Magia Vive a Vida!
Mágico SopasBrevemente
Mágico VegasFoi já em idade adulta, perto dos 30 anos num processo de desenvolvimento pessoal que decide procurar novos hobbies e o ilusionismo surge na sua vida como pura Magia!
A vontade de querer aprender e evoluir cada vez mais, levou a que o Mágico Vegas procurasse profissionais na arte da Magia. Os primeiros passos da sua carreira de Mágico foram dados com Oliver Magic, um antigo mágico que dava aulas particulares de Magia em Almada. Mas a vontade de querer ir mais além, fez com que se inscrevesse numa escola de Magia Online, sediada na Austrália, e foi aí que aprofundou os seus conhecimentos com técnicas avançadas de magia de proximidade (Close-up Magic).
Após um ano intenso de aprendizagem e um gosto crescente pelas artes mágicas, o nome artístico Mágico Vegas nasce, e começa a realizar pequenos espetáculos de magia, não renumerados, onde o seu carisma e profissionalismo durante a atuação se destacam e as recomendações do público crescem, corria o ano de 2013. Nesse mesmo ano inscreve-se na Associação Portuguesa de Ilusionismo, e aí começa a ter mais contato com outros mágicos amadores e profissionais.
Em 2014, para além de desempenhar funções como Técnico de Informática numa das maiores empresas portuguesas de tecnologia, decide abrir a atividade de Artista e torna-se Mágico Profissional em regime de part-time. A sua arte começa a dar cada vez mais nas vistas, sendo convidado para atuar em Galas e Festivais Internacionais de Magia em Portugal na categoria de magia de proximidade (Close-Up Magic) ao lado de mágicos internacionais de renome, tais como Bruno Copin e Dani da Órtiz. É então, que surge o convite, por parte da Associação Portuguesa de Ilusionismo, para ocupar o cargo de Vogal da Direção, função que desempenhou até abril de 2018.
O investimento no Ilusionismo acentua-se nos anos seguintes, com a aquisição de equipamentos audiovisuais e acessórios mágicos de alta qualidade, culminando, em 2017, na criação de dois grandes espetáculos, que viriam a ser um sucesso até aos dias de hoje: um espetáculo de Magia de Proximidade dedicado ao mercado Corporate e um Espetáculo de Magia Infantil, dedicado ao público mais novo.
Em 2018 Mágico Vegas decide ir mais além. Após apresentar a sua demissão do seu emprego fixo, decide dedicar-se única e exclusivamente à atividade de Mágico Profissional, oferecendo aos seus clientes um serviço distinto, que preza pela elevada Qualidade e Profissionalismo. Nesse mesmo ano, Mágico Vegas regista a sua marca - Mágico Vegas ®, no instituto da propriedade industrial.
A vontade de aprender e de oferecer um serviço diferenciado, fez com que em 2019, decidisse alargar os seus conhecimentos, investindo na formação de Técnicas Avançadas de Hipnose de Palco, juntando assim ao seu portfólio de serviços, um espetáculo de hipnose cómica e motivacional.
Em 2020 com o surgimento da pandemia “COVID-19” e consequente ausência de espetáculos, monta um estúdio de fotografia e dois estúdios de filmagens, onde se reinventa e começa a realizar e a produzir espetáculos virtuais de magia para adultos e crianças. Com um dos estúdios em Chroma Key 3D, equipado com meios audiovisuais de última geração, começa a proporcionar espetáculos virtuais de Magia únicos em Portugal.
Atualmente, Mágico Vegas é um Artista de Sucesso, sendo uma referência Nacional da Magia entre os Mágicos, Figuras Públicas e Público em Geral.
Maik Magic & RosyMaik Magic Magico de prestígio internacional, com mais de 50 anos actividade , com vários prémios nacionais e internacionais, Atuou em vários países como Portugal, França, Espanha, Luxemburgo, Itália, Bélgica, Inglaterra, Presidente P/ Portugal de IMS International Magicians Society, Fundador e Presidente do CMP Clube Mágico Português, Fundador da Revista do CMP Clube Mágico Português , Fundador da Revista O Mágico, Fundador da Misterius Lda Comercialização e fabrico de truques da Magia, Fundador da Revista Mágica Grande Publico. Membro da API - Associação Portuguesa de Ilusionismo. Membro do Clube Fenianos Portuense. Membro SAM Society American o f Magicians. Membro Magix – Clube de France. Membro do Syndicat National des Illusionniste de France. Membro da SIARTE sindicato das Artes e espectáculos.
ManoloBrevemente
Manuel BarataBrevemente
Maria AntonietaMaria Antonietta primeira prestidigitadora portuguesa conhecida, foi contemporânea de J. G. D’Oliveira.
Estreou-se ainda Jovem em 1884 como Assistente de J.G.de Oliveira, parte desse espectáculo era realizado pela mesma.
Actuou com o mestre J.Oliveira num espectáculo em Lisboa datado de 7-1-1886 onde assistiu o infante D. Afonso
Mário DanielMário Daniel nasce na cidade de Peso da Régua em 1980. No seu sexto aniversário ofereceram-lhe uma pequena caixa de magia. Aos 12 anos inicia-se na aprendizagem desta arte através do livro “Magia Teatral” de Martins de Oliveira e aos 14 estreia o seu espetáculo em público no “Natal nos Hospitais” do Peso da Régua, cidade onde viveu até 2005, tendo-se nessa altura mudado para a cidade do Porto.
Mário Daniel é licenciado em Educação Física embora nunca tenha exercido outra profissão que não a de Mágico. Em 1998 começou a percorrer todo o país para apresentação dos seus espetáculos actuando para as mais diversificadas entidades. Somou ao longo destes anos ao seu portfólio atuações para empresas de prestígio como a Nestlé, Sotinco, Bayer, Vodafone, Samsung, Galp, Jonhson, IBM, Bosch, Estoril Open, Epson, Assembleia da República, Bial, Nokia, a Audi, Crédito Agrícola, Mercedes, F.C.Porto, S.L.Benfica, Nespresso, Sonae, Legrand, entre outros, sendo digna de destaque a sua actuação no Palácio de Belém levando a magia do Natal ao nosso Presidente da República em 2010. Também em 2010, Mário Daniel foi produtor artístico e anfitrião da Gala da Magia Coca-Cola, a maior gala de magia alguma vez realizada em Portugal que levou ao Campo Pequeno mais de 15.000 pessoas para verem o seu espetáculo. O evento foi premiado como “Evento do ano” pela “Meios e Publicidade”. A Gala da Magia Coca-Cola teve produção televisiva para a SIC e o programa foi emitido no Natal de 2011 em horário nobre.
Mário MágicoNasce em Lisboa, a 5 de Setembro de 1974. Mário herda do pai o apelido Guimarães. E pode dizer-se que dele ganha também mais tarde o gosto pela magia, após algumas idas ao circo onde se maravilhava
com os espectáculos dos mágicos, Mário ganha um segundo apelido. Simples e simbólico: permanece Mário mas agora Mágico. Com admiração confessa por grandes nomes como David Copperfield ou David Blame, Mário Mágico entra neste mundo fabuloso pela mão do grande amigo André, optando pelo género close-up, no gosto pela proximidade e interacção com o público. Assim. Sem cenários. Sem espelhos. Sem subterfúgios. Perto. Depois do melhor dos palcos – a Família e os Amigos – Mário Mágico começa a demonstrar o seu talento em diversas actuações públicas, onde inclui festas, eventos e mesmo desempenhos em alguns Casinos do país. E a Magia acontece desde 1998…
Martins OliveiraSaturnino José Martins Oliveira
Porto-02.11.1895; Porto-25-05-1965
Foi um dos fundadores do I.I.R.S. (Instituto Internacional de Recreações Scientíficas) e fundador da A.P.I. (Academia Portuguesa de Ilusionismo), do qual foi proprietário e director.
Foi autor das seguintes obras literárias: "O Rei das Diabruras", "O Ilusionista", "Inaudisme Scientifique", "Recreações Científicas", "Os Grandes Perigos do Hipnotismo", "Mundo Científico", "Le Monde Occulte", "Blacaman e os seus truques", "Marte é habitado?", "A Astrologia é uma ciência?", "Descoberta do planeta Plutão", "Como se calculam as fases da Lua", "Os Filtros do Amor e a Ciência", "Cms", "Kronos", "Magia Teatral", "Magia do Fogo", "Magia do Hipnotismo", "Psicoses da Morte e da Vida", "Ilusionista", "Magia do Amor", "Magia do Século XX" e "Magia Teatral". Em 1959, durante alguns meses, escreveu uma rubrica sobre magia no jornal Diário do Norte, na secção "Abracadabra". Em 1978, a sua biblioteca mágica foi doada à A.P.I. (Associação Portuguesa de Ilusionismo).
Maury & TanyMaurício Afonso Nogueira de Moura, nasceu a 21 de Novembro de 1941, em Miragaia – Porto. Foi empregado comercial e técnico de vendas em empresas da cidade do Porto. Desde a tenra idade de 6/7 anos deliciava-se folheando a revista “Mandrake”. Foi também por esta altura que foi com os pais ao Circo Royal, onde actuava o grande ilusionista D. Aguinaldo, que seria para ele no futuro uma fonte de inspiração e motivação para quem como ele, também queria ser um mágico. O fascínio por D. Aguinaldo era tanto que, sorrateiramente se esgueirava por debaixo do “chapiteau” do circo, só para o ver actuar, e depois retrocedia pelo mesmo caminho. Entrou para o CIF pela mão do Prof. Marcel, e era entusiasmado, que semanalmente aguardava por “aquelas 4ªs. Feiras às 21.30 horas” para frequentar o Clube Ilusionistas Fenianos, para o qual foi aceite como sócio em 1960. Como aprendiz de magia, teve aulas para além do Prof. Marcel, com Magalhães Aguiar, Savil, Horta e mais tarde Eduardo Franco, Dr. Armindo de Matos e Dr. Pires de Carvalho, estes últimos cofundadores do CIF. O primeiro espectáculo em que actuou foi na Cadeia Central do Norte, e só depois de ter sido autorizado pelos seus mestres e após um número infindável de ensaios, tendo adoptado como primeiro nome artístico: “Osnofa”. Em 1961, muda o nome artístico para Maury, como diminutivo de Maurício, que usou até 1973. A partir desta data começa a trabalhar com a sua mulher Albertina, o que fez surgir o novo “Maury & Tany”.
Mr.Lapin Manuel CoelhoMr. Lapin ( Manuel Coelho )
Nasceu em Lisboa a 26 de Dezembro de 1930, um veterano do teatro e da magia Portuguesa.
Manuel Coelho foi um grande dirigente ativo de várias associações mágicas, foi importante para as novas gerações através dos seus conselhos, participativo em muitos festivais e encontros de magia, foi também no teatro, cinema, rádio e televisão, que encontrou o seu publico.
Mestre na alegria, mestre na comédia a sua memória está sempre ligada ao afável modo
como ensinou e como esteve em palco.
Foi também diretor de cena, professor de interpretação, assessor de direção e consultor técnico de Teatro.
Podemos ver algumas participações em Tv e Spot Publicitários.
Mr. Lapin (Manuel Coelho), deixou-nos a 28 de Março de 2025
Prof. Marcos do ValeDe nome próprio Manuel Armando Rodrigues Marques, o Prof. Marcos do Vale, nasceu na freguesia de Vale-Maior, do concelho de Albergaria-a-Velha.
Destes dois elementos adotou o seu pseudónimo artístico: de Marques é MARCOS; e de Vale-Maior, DO VALE.
Filho de família muito modesta é o último rebento, com sete irmãs nascidas à sua frente.
Depois de frequentar a Escola Primária na sua terra natal e, tendo feito o exame de admissão, entrou no Seminário de Aveiro, em 1952, onde permaneceu até 1961, ingressando nesse ano, no Seminário Maior dos Olivais, em Lisboa, aí concluindo o Curso de Teologia.
Niké BásNome artístico: Niké Bás. Ana Maria Leite Sousa Bastos Meixieira nasceu a20 de Agosto de 1951, natural do Porto. O seu pai, José de Sousa Bastos, era amigo de Martins de Oliveira, de quem possuía alguns livros de magia, o que levou a que a filha tivesse interesse e a apreciasse a rainha das artes. Casada com Eduardo Meixieira (Edi), também ele amante do ilusionismo e excelente ventríloquo, torna-se sua grande incentivadora e construtora dos bonecos que ele utiliza nos seus espectáculos. Em 1990, juntamente com o marido, torna-se membro do CIF e, porque continua a revelar grande interesse, frequenta o Curso de Ilusionismo que o Clube realizou em finais de 1991. Ana Maria, que possui o curso de Pintura e Decoração, adoptou o pseudónimo Niké (deusa da vitória na mitologia) para assinar as suas obras de pintura. Para o ilusionismo juntou esse pseudónimo a parte do seu nome e no S. João Bosco de 1993, no CIF apresenta-se como ilusionista com o nome artístico Niké Bás, com uma bonita rotina de lenços e cordas. Nesse mesmo ano entra no concurso do 2º MagicValongo, onde lhe é atribuído o Prémio Especial de Simpatia. Em Outubro concorre no concurso do IX Festival Internacional de Magia da Figueira da Foz, tendo ganho o Prémio de Magia Feminina. Em Março de 1994 participa no 1º Concurso do Clube Mágico Português juntamente com 41 outros concorrentes, entre eles mais duas senhoras, tendo conseguido um excelente 19º lugar, o mais alto das presenças femininas. É membro do Fellowship Christians Magicians International e faz parte da actual Direcção do CIF. Niké Bás, sempre acarinhada e apoiada por todos os confrades tem actuado um pouco por toda a parte, desde escolas, infantários, hospitais, associações culturais, clubes, lares da 3ª idade e igrejas, mostrando a sua arte e criando bons momentos de magia e mistério, a par de apresentações de espectáculos para o que é muitas vezes convidada. É das pouquíssimas mulheres portuguesas que tem a coragem de pisar o palco na qualidade de ilusionista.
Cronologia : Parte integrante do Magic Valongo | 2017 - 2018 Diretora do Clube de Ilusionistas Fenianos
OlimackNome: Camilo Paulo Barbosa Pereira de Melo | Data nascimento: 13 de Julho de 1958 | Nome artístico: Olimack
Premiado nos concursos: • 1977 - 1º Prémio em Luz Negra, integrado no grupo ALADINOS, IV Festival Mágico da Figueira da Foz • 1979 – 1º Prémio em Sombras Chinesas, no V Festival Mágico da Figueira da Foz • 1982 – 1º Prémio em Sombras Chinesas, no VI Festival Mágico da Figueira da Foz | A sua paixão (sombras chinesas) foi-lhe despertada quando, em 1970, viu num programa de televisão, o grande Fú-Manchú. Embora Olimack tenha andado pela Magia Geral, conforme se pode inferir pelo 7º lugar obtido como ilusionista, em representação do CIF no 1º Festival de Ilusionismo da Costa Verde, nunca descurou o interessa pelas sombras chinesas. Foi através de livros que desenvolveu a técnica necessária a tão difícil disciplina, bem como através duma constante procura de ideias e aperfeiçoamento dos requisitos técnicos
Omero Rocha - De RockNome: Homero Rocha | Data nascimento: S/S/1920 | Nome artístico: Dr. Homero Rocha | Amador nortenho, nascido em 1920, DE ROCK pratica Ilusionismo desde 1940, quando foi iniciado nas actividades mágicas por Martins de Oliveira. A sua primeira actuação pública foi nesse mesmo ano, na Casa do Povo Portuense. Posteriormente exibiu-se em casinos, boites, salões de festas e televisão, especialmente no Norte. No II Festival da Figueira da Foz/73, obteve as seguintes classificações: 3º prémio em Magia Geral; 1º em Cartomagia de Palco e 3º em Mentalismo. No Festival da Costa Verde/75 obteve o 2º prémio e no III Festival da Figueira da Foz/75 obteve o 1º prémio em Micromagia e Magia Infantil, o 2º em Mentalismo, o 3º em Cartomagia e o 6º em Magia Geral. Com o pseudónimo de Prof. Virgolino, conseguiu o 2º Prémio de Magia Cómica no IV Festival da Figueira da Foz/77. Homero Rocha é licenciado em Germânicas e foi correspondente comercial em línguas estrangeiras e professor de Germânicas.
Orimar SeripBrevemente
Prof. HerreroNasceu em 25 de Julho de 1953, em Vila de Silves.
A sua carreira como artista iniciou-se em meados dos anos 60, como ilusionista e hipnotizador. Participou em inúmeros espetáculos em diversos pontos do território nacional e Internacional Alemanha, Espanha, África do Sul e Moçambique. Participou em cerca de três centenas de programas televisivos, tanto em Portugal como na Espanha e na Alemanha. Destaca-se a sua participação em vários programas de televisão e da rádio apresentados por Herman José. Praticou igualmente o faquirismo, após ter sido treinado por um cidadão indiano, que lhe ensinou as técnicas de ioga. O seu pseudónimo de artista era Professor Herrero, que alegadamente surgiu durante um espetáculo em Espanha, onde um dos membros da assistência o teria chamado de herrero (ferreiro), devido a um truque com uma cama de pregos.[1] Durante a maior parte da sua carreira, a assistente nos espectáculos foi a sua esposa Rosinda, que actuava sob o nome de Rosy.; utro elemento frequente era a sua arara Houdini, que tinha como principal truque o atravessamento de um espelho.
Também foi parapsicólogo, e praticou a hipnoterapia, que tinha como finalidade curar traumas e vícios, tendo por exemplo ajudado a tranquilizar um homem que não conseguia dormir, e curado um outro que era viciado em jogos de casino. Exerceu igualmente como escritor, poeta e colunista, tendo colaborado durante vários anos para o jornal Barlavento. Escreveu os livros Os Mortos não Falam, Um Cagalhão na Tola, A Masoquista, Faquirismo e Vida e Curso de Hipnotismo. Destaca-se a sua obra Os Mortos não Falam, lançada em 2001, e que foi a que teve mais sucesso, tendo como tema a desmistificação do espiritismo. Com efeito, nas suas obras criticava frequentemente aqueles que se aproveitavam das crenças populares, tendo sido igualmente o fundador do evento humorístico Jantares dos 13 na década de 1990, onde eram satirizadas várias facetas do oculto, como as superstições, casas assombradas e videntes.
Foi homenageado pela Câmara Municipal de Lagoa em Setembro de 2021, no âmbito do Festival Internacional de Magia, no Auditório Carlos do Carmo, Em Maio de 2022 voltou a ser alvo de uma homenagem por parte do Município de Lagoa, por ocasião dos 55 anos de carreira. Também recebeu diversos prémios, incluindo o Carreira da Câmara Municipal de Loulé em 1998, de Personalidade do Ano duas vezes seguidas, e Sons e Vozes, além de ter ficado registado no Guinness World Records, no estatuto de Mais versátil do mundo.
Faleceu em 12 de Junho de 2024, no hospital de Faro, aos 70 anos de idade.
Pires de Carvalho (Pirecas)Fernando José Pires de Carvalho | Porto-24.05.1914
Iniciou-se no ilusionismo com a idade de 42 anos, através da A.P.I. (Academia Portuguesa de Ilusionismo). Em 1957, lança a ideia da formação do T.I.T. (Tertúlia Ilusionista Tripeira) no Porto. Em 1959, faz nascer o C.I.F. (Clube de Ilusionistas Fernianos), também no Porto, tornando-se, mais tarde, Presidente Honorário, dirigindo a revista "Magia", publicada por esse clube. Dirigiu, também, uma página quinzenal do "Diário do Norte", intitulada "Abracadabra", a partir do n.º 31 até ao n.º 123, com algumas interrupções. Foi sócio da A.P.I./Porto (Academia Portuguesa de Ilusionismo), S.I.J./Lisboa (Secção de Ilusionismo Os Josés) e T.I.T./Porto (Tertúlia Ilusionista Tripeira), Sócio Honorário do C.I.F./Porto (Clube de Ilusionistas Fenianos), A.M.A. (Associación Mágica Aragoneza) e C.I.P. (Clube de Ilusionistas Profesionales), estes dois últimos de Espanha, e Vice Presidente Honorário do Northern Magic Circle (U.K.)
Phil MountFilipe L.S. Monteiro com o nome artístico de Phil Mount, é licenciado em Química Analítica pela Universidade de Aveiro desde 1988. Nascido a 22 de Janeiro de 1966 na freguesia de Belide, concelho de Condeixa-a-Nova, esse foi, de facto, o seu primeiro grande momento mágico!Mas o seu percurso no ilusionismo ainda não estava iniciado. Não obstante ter a tradicional caixinha de magia ali à mão, foi o seu afilhado André quem o "empurrou" para a usar. De tanto insistir para que lhe fizesse uns "truques", acabou por prometer-lhe uma festa de aniversário onde a magia fosse rainha! E esse dia chegou. Começou com a leitura de um livro – "Ilusionismo e Magia", de John Wade – bastante acessível e com os efeitos bem explicados, e que serviu de base para a preparação do primeiro espetáculo!
Pedro LacerdaPedro Lacerda Machado filho do Capitão Nuno Lacerda Machado, onde herda a paixão pela arte mágica.
Nascido em Lisboa a 10 de Março de 1960, ocupa cargos directivos na A.P.I.
Em 1975 no 3º Festival Mágico da Figueira da Foz obteve o 5º lugar em magia geral, onde também obteve o prémio revelação.
Já no 4º Festival da Figueira da Foz, foi concedido em ex-aequo o 3º prémio de magia geral.
Pedro Lacerda Machado é uma referencia nacional no panorama mágico, destaca se o seu enorme conhecimento nas diversas aréas, sendo a cartomagia a sua zona de conforto.
Tem sido Jurado nos principais Festivais Mágicos e é um autor de obras literárias e de conferencias
Paulo CabritaBrevemente
Ramos PintoAntónio Ramos Pinto ( Duo Irmãos Ravenport - António e José Ramos Pinto.( Extraido da Revista O Ilusionista no Ano 1923, cujo seu Director é Martins de Oliveira.
Ramos Pinto, um dos soberanos da arte da Ilusão em Portugal de entre todos Portugueses o que tem estudado a fundo a magia simulada, talvez o uníco amador que conhece todas as escolas desde o Ilusionismo embryonário dos Moisés ,, dos chober, dos Machasschal, ao ilusionismo contemporãneo, baseado na Sciencia experimental e na psycohologia da illusão
Rovit & MayRovit, Vitor Ferreira Alves, nasceu em 4/02/1941.
Começou ao 5/6 anos a apaixonar-se pela arte da magia, mas através de Zurk foi efectuando pequenos contactos, sendo aos 18 anos nas Escadinhas do Duque que iniciou o seu primeiro espectáculo.
Herbert teria um papel fundamental na orientação e conhecimentos de Rovit. Começando a fazer show na SIJ, e Galas de Natal em 1967 tem o primeiro contrato no Casino de Estoril, seguindo-se Casinos da; Figueira da Foz, Póvoa de Varzim, e Casino do Algarve.
A nível televisivo a sua 1ª Aparição foi em Dezembro de 1964, onde viria a participar em muitos outros programas, tais como:
Domingo á Noite, Canal 13, Brincadeiras, A festa Contínua, ás Dez....
Programas Tv um Toque de Magia, e Hocus Pokus, deram aso a miutos novos mágicos poderem sonhar,pois rovit influenciou gerações de novos valores.
Presidente da A.P.I. Associação de Ilusionismo Português
Rovit deixou nos em 20 de Outubro de 2022
Rui VenturaRui Manuel Gonçalves Ventura, Nasceu a 31 de Julho de 1965 em Lisboa
Ele é um "profissional em tempo parcial", equilibrando o seu papel durante o dia como trabalhador numa outra área que não a magia, com uma carreira ocupada após o expediente como um artista altamente classificado.
Ao contrário de outros mágicos que começaram a fazer magia aos 7 ou 8 anos,Rui começou muito mais tarde. Já era adolescente quando o bichinho mágico lhe mordeu, mas desde então, tudo tem feito para compensar o tempo perdido. Magia de perto foi o que atraiu primeiro, começou a praticar truques de mãos com cartas, moedas, etc. gastando horas todos os dias a estudar as Enciclopédias Mágicas e a aperfeiçoar cada efeito mágico. Rui Ventura, Contribui muito para a tendência atual de usar o Mentalismo na comunidade mágica em Portugal, fazendo prevalecer o seu trabalho e partilhando-o com os colegas da Magia. Para o Rui Ventura os espectáculos ao vivo, perante o público, são um desafio contínuo. De 1995 até hoje, Rui Ventura foi criando varias rotinas, ensaiando novos efeitos, pois a Paixão pela Arte Mágica é um gosto adquirido.
Ruy TexasRUY TEXAS, nome artistico de Rui Alberto Alves de Carvalho, nascido a 10 de Dezembro de 1950, na cidade do Funchal, desde cedo se dedicou ás atividades mágicas, tendo praticado outras artes para além do ilusionismo, que ainda hoje apresenta.
S. João BoscoPatrono de todos os ilusionistas: São João Bosco. Nasceu em Piemonte - Itália, a 15 de Agosto de 1815. A vida e obra deste apóstolo da juventude está mais que divulgada e patenteada em óbices como:educador emérito; escritor com dezenas de obras; artista circense, mas sobretudo o sacerdote de Bechi, aquele que foi o fundador das escolas-oficinas destinadas a rapazes desamparados, os "Birichinis" ; das colónias anuais de férias para os mesmos; das Confrarias salesianas; das Irmandades das Filhas de Maria do Perpétuo Auxilio, destinadas a ser para as meninas o mesmo que os salasianos para os rapazes.
Quando ainda seminarista, tornou-se notável pela execução dos truques de magia. O arcipreste do colégio, sabendo que o vulgo o considerava "feiticeiro", mandou-o chamar à sua presença, e disse-lhe: Muita gente afirma que és bruxo; que engoles toda a classe de objectos, que depois devolves de novo sem o menor esforço; que restituis a vida a animais, depois de mortos, que com cartas, moedas, bolas e ovos de galinha, fazes "peloticas" que todos consideram "artes do diabo". João Bosco escutou com atenção e respeito as observações do arcipreste; e quando ele se calou , fez-lhe entrega da sua bolsa, do relógio, e de outras pequenas coisas que lhe havia escamoteado durante o interrogatório, sem que ele desse por isso. O arcipreste riu-se da brincadeira, e compreendeu que toda a falada bruxaria atribuída ao João Bosco, não passava de uma extraordinária habilidade de ligeireza de mãos - prestidigitação pura! O padre João Bosco faleceu no dia 31 de Janeiro de 1888, e foi proclamado Santo por Pio XI, em 1 de Abril de 19 34. Festejado canonicamente pela Igreja a 31 de Janeiro, também neste dia os ilusionistas se reunem para das mais diversas formas honrar o seu patrono.
SaiurBrevemente
SalazarsEntrou para o C.I.F. - Clube Ilusionistas Fenianos (Secção de Ilusionismo do Clube Fenianos Portuenses) pela mão de René (Renato Caldevilla) em 1968, tendo tido como principal mestre Joferk (Fernando Coimbra), entre outros; Adoptou como seu primeiro nome artístico "Kalunga" em homenagem ao mistério e misticismo africanos, influenciado pela sua vivência em Angola como criança primeiro, e depois como Marinheiro da Armada; Fez parte de várias Direcções do C.I.F. entre 1975 e 1985, e do Clube Fenianos Portuenses durante 3 mandatos num total de 6 anos; Em 1975 optou pelo nome artístico de Joy.
Colaborou como assistente do espectáculo do mágico americano John Calvert no Teatro Sá da Bandeira em 1975. Em 1978 co-organiza as "1ªs. Jornadas Mágicas Cidade de Lamego". Foi elemento da Organização dos eventos "MagicPorto" em 1983 e 1984; No ano anterior aparece com nova imagem e com a sua mulher Maria Madalena formam "Joy & Lay".
SalgueryBrevemente
SavilFrancisco Fernando Silva Castro, nome artístico Savil
Natural da Freguesia da Vitória (Porto), exerceu a actividade de bancário.
Apaixonado por Ilusionismo desde 1950, atuou como amador em vários países da Europa.
Foi discípulo das mais destacadas personagens do Ilusionismo Português e Espanhol:
Prof. Armindo Matos, Eduardo Relvas, Martins Oliveira, Dr. Pires de Carvalho, Eduardo Franco e Rui Sá
(Saiur), Bernart e Alfredo Florensa (escritores) e Sandy (El mago del naipe).
Serge e FatySerge e Faty, Dupla de Mágicos a residir em Albufeira.
Num percurso intenso de sucessos destacam- se, o Grande Prémio de Magia, na Figueira da Foz. Dez anos mais tarde, arrecadaram o título de «Mágico do Ano».
Em palco Protagonizam efeitos de Magia Geral e Grandes Ilusões.
SeripJoão de Deus Madeira Pires de nome Artístico Serip.
Nasceu na cidade da Guarda (Quinta da Granja) a 13 fevereiro de 1952, aos 14 anos começou a paixão pela arte Mágica. ainda aluno da Escola Apostólica de Cristo Rei em Gouveia.
Já em Lisboa, prosseguiu os estudos no Instituto Superior de Estudos Teológicos terminando em 1980 através da aprovação da Universidade Livre de Lisboa
Na Magia muito do que aprendeu deve se a Saiur, seu apoio na area da magia.
Solange CardinalBrevemente
Tá na MangaDupla Mágica composta por Pedro Teixeira e Gonçalo Jorge. Juntos formam os Tá na Manga e conquistaram vários prémios internacionais de ilusionismo incluindo um prémio no Campeonato do Mundo de Magia FISM em Julho de 2012.
Outros prémios de relevo incluem o 1º prémio de Magia Geral no Campeonato de Magia de França em 2009, o 1º prémio no 27º Congresso de Magia de Bruxelas em 2009, o prémio do público no Memorial Frakson 2010 em Madrid, o IBM British Ring Shield no Reino Unido em 2011 e o troféu Mandrake d'Or 2011 em Paris.
Em Julho de 2011 actuou no prestigiado Magic Castle de Hollywood.
Telmo TintaBrevemente
The Twin'sQuarteto de ilusionistas, formado por Rovit, Jodivil e respectivas esposas, que concorreram em 1975 no 3º Festival Mágico da Figueira da Foz, tendo obtido o 1º prémio na categoria de Grandes Ilusões - Luz Negra.
Tony KlaufAntónio Augusto Moreira de Sousa Ribeiro, nasceu a 27 de Maio de 1957 nos Claustros do Mosteiro de Grijó, Concelho de Vila Nova de Gaia.
Iniciou a sua aprendizagem quando Adquiriu em 1973 o 3º Volume de «Arte Mágica» de Eduardo Relvas. influenciado também pelas obras de Martins de Oliveira « Magia Teatral»;« Magia do Fogo» e
« Magia do Século XX» foram o motor de arranque para uma vastíssima Biblioteca e também fonte dos seus progressos e conhecimentos das arte Mágicas.
Perfeccionista e sempre á procura de mais e melhor conhecimento, intensificou os estudos e treinos com o Ilusionista Conde Tulipa Negra.
Tony Klauf fabricou os seus aparelhos de Ilusionismo, e mais tarde teve contacto com diversas casas de venda de Aparatos. a sua primeira apresentação como ilusionista teve lugar no Circulo Católico de Operários do Porto em 28 dezembro de 1974.
Tony ReisBrevemente
ValmanA sedução pela arte mágica apareceu aos 15 anos de idade quando adquiriu o livro "Magia Teatral" de Martins de Oliveira. Os conhecimentos obtidos e o gosto pela magia levou-o a participar em animações de grupos de amigos e familiares. Durante o serviço militar, em Moçambique, teve a oportunidade de se apresentar a plateias mais alargadas. Regressado do Ultramar, ingressa numa empresa onde encontra como colega o Savil que o introduziu no ambiente dos ilusionistas. Começou por frequentar o CIF tornando-se seu associado no início da década de 80, não faltando aos "Magic Porto" e congressos da Figueira da Foz. Durante vários anos dedicou-se, em especial, à magia para crianças no âmbito da empresa onde trabalhava, tendo especial preferência por close-up e magia de salão. O que poderei dizer, é que fazendo também parte do CIF, onde tem colaborado em diversos eventos, é um profissional em palco e um óptimo “professor”, por lhe serem reconhecidas elevadas capacidades de saber, organização e comunicação.
Faz uma magia vocacionada especialmente para o “parlour magic”, muito diversificada, tendo efeitos diferentes dos habituais, que ele próprio estuda e apresenta de modo diferente, dando-lhes o seu cunho pessoal e muito particular. Muitos dos aparatos com que actua são feitos pelo próprio. Por dois anos seguidos, esteve presente no GMS – Grupo Mágico de Sintra, onde no último ano apresentou um workshop sobre o Chop-Cup em conjunto com Salazar Ribeiro. Tem sido uma referencia para novos mágicos, pois a sua open mind tutela lhe uma partilha digna de um mestre. Valman faz parte da direcção do Magicvalongo, papel que tem desempenhado com muito rigor. No que concerne ao MagicValongo, é ele que, após tudo bem estruturado para o Festival que se irá realizar, faz toda a documentação de apoio necessária ao bom funcionamento organizacional interno
Zeny O GrandeBrevemente
Fernando Marques VidalFernando Marques Vidal é um ilusionista natural de Albergaria-a-Velha, que desde 1980 teve uma participação activa nos corpos directivos da API (Associação Portuguesa de Ilusionismo).
Estudou no Colégio Vera Cruz – Alvaiázere e no ISEL - Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, mas desde cedo apostou na sua actividade de ilusionista, actuando sobretudo em festas e outros eventos, tendo sido igualmente integrante do Grupo do Teatro Mágico da API e mentor da associação Cartola Mágica.
Marques Vidal dedicou-se durante muitos anos à organização de grandes eventos mágicos em Portugal, dos quais se destacam os Congressos do Estorilmágico de 1995, 1996 e 1997.
Foi Presidente da API durante 10 anos, tendo sido nessa qualidade um dos principais responsáveis pela organização dos Festivais de Magia de Oeiras 2001, 2002 e 2003, bem como do Festival Internacional de Magia de Albufeira 2007 e do Campeonato Mundial de Magia em 2000 no CCB com a presença de 2100 mágicos de todo o Mundo.
Acumulou igualmente a qualidade de Presidente da FISM – Federação Internacional das Sociedades Mágicas (cargo que ocupou durante os 3 anos de preparação do Campeonato Mundial).
Participou, ainda, na organização da maior parte dos Festivais de Magia da Amadora e de alguns Festivais de Magia da Figueira da Foz (entre 1988 e 1993). E colaborou na organização de Convenções no Teatro S. Luiz, no Teatro da Trindade, no Teatro D. João V da Amadora, no Casino da Figueira da Foz, a par de outras iniciativas.
Foi co-tradutor dos livros de magia "Truques de cartas" de Rita Danyliuk e "O livro dos truques de magia" de Peter Eldin.
É pai da apresentadora de rádio Mariana Marques Vidal (que nasceu no Porto e colaborou na Rádio Renascença, Rádio Clube Português, M80, Rádio Star e Rádio Sim) e da ilusionista Francisca Marques Vidal, que seguiu as suas pisadas.
Adriano CardosoAdriano de Abreu Cardoso Machado
1829 -1891
BaroniBrevemente
Reis BoalNasceu a 13 de Dezembro de 1943
Fernando Manuel dos Reis Boal,
Faleceu em 1 de Fevereiro de 2022
JoyefNome artístico de José Artur Santos Siva Feio, nascido e falecido em Lisboa (1935-1997).
Cedo se interessou pelas artes circenses, balançando a sua preferência entre ser palhaço ou mágico, optou pela última hipótese.
Na década de sessenta do século XX, reunia regularmente com outros ilusionistas em tertúlias animadas em várias colectividades de Lisboa e arredores.
Dessas tertúlias nasceu a vontade de constituir a Associação Portuguesa de Ilusionistas - API - que seria fundada já na década de setenta e na qual foi sócio fundador, mantendo o número 3 de sócio até à data da sua morte.
Sempre mágico amador, participou em festivais de magia, como os do Casino da Figueira da Foz, da Amadora, etc.
Integrava o Grupo Cénico da Philips Portuguesa, empresa onde foi trabalhador durante a sua vida profissional, grupo que se apresentava nas colectividades por todo o país, com programas de variedades que iam do canto, ao teatro, à magia, e demais artes de palco.
Foi contemporâneo de grandes nomes da magia como Le-A-Far, Dr. Cardoso, Serip, Prof. Herrero, Hortini, Osodrarc, Saiur, Zytto, Jodivil, Horcar, Tony Reis, Seravat, Margot, Rovit, Rollão, Salibey, Jónio, Jóquei, Saiur, entre tantos outros.
Fernando ValdrezFernando Manuel Ramos Valdrez nasceu no Porto em 27-07-1959
Foi uma figura muito popular em Portugal na arte da Ventriloquia e na projeção de vozes nos anos 80 e 90, participando em diversos espetáculos de norte a sul do país e ilhas, além de atuações no estrangeiro.
Ao longo da sua carreira, atuou ao lado de artistas famosos da época e marcou presença regular em programas de televisão e espetáculos de prestígio, como os realizados no Coliseu do Porto
Participou em eventos culturais, programas de rádio (como o podcast de José Candeias na RTP) e campanhas publicitárias. Recentemente, em 2024, colaborou com a marca de bebidas Favaíto (Adega de Favaios) numa campanha que utiliza o humor e a "comédia vintage".
A sua arte na projeção da voz através de bonecos que se tornaram a sua imagem de marca. Os seus companheiros mais conhecidos são: Chico e Lucianito
Fernando Valdrez definia a ventriloquia não apenas como entretenimento, mas como uma arte de projetar a voz que serve de estímulo à criatividade e ao riso.
Nascimento: 28-07-1959
Faleceu a 04-01-2026
João Curvello de AvilaSegundo Savler e Jónio "João Curvello de Avila" teria nascido em 1 de janeiro de 1847, em Penafiel, Portugal e depois de ter trabalhado em teatros e circos com pouco sucesso por ser jovem e inexperiente, teria viajado para terras de Vera Cruz, em 5 de março de 1871, fixando residência no Rio de Janeiro. O palpite acerca da data de ida para o Brasil não falhou por muito mas do restante da biografia pouco se aproveita.
Os jornalistas brasileiros referem-se-lhe como "ilhéu" e até como brasileiro. A família dos Curvellos ou Corvelos era originária da ilha do Corvo, e daí o seu nome. Depois viajaram para a ilha Terceira com o objetivo de emigrar para as Américas, o que aconteceu com muitos. Alguns vieram para o continente e outros ficaram na ilha Terceira como agricultores e criadores de gado.
Na época em que o notável prestidigitador viveu, outros Curvelos e Ávilas aparecem nos jornais tanto do Brasil como de Portugal. O nome Curvello d’Ávila pertencia por exemplo também a um famoso capitão de mar-e-guerra e a outra gente nobre e ilustre.
Entretanto um familiar próximo de Curvello d'Avila forneceu à empresa Geni Genealogy a data e local do nascimento do "prestidigitador", em 11 de setembro de 1846, em Angra do Heroismo, Terceira, Açores. Antes a nossa pesquisa tinha descoberto a data e local do seu falecimento que a Geni não conhece.
E afinal o nome do nosso ilustre prestidigitador era José Curvello d'Ávila Maciel Júnior e não João que era o nome de seu irmão, guarda-livros, industrial e comerciante, a quem dedicou um dos seus livros. Eram filhos da Marquesa Adelaide Maciel e de José Curvello d'Avila.
Quando chegou ao Brasil, de início, Curvello d'Avila empregou-se na gráfica de um jornal mas começou a estudar arte mágica e estreou como ilusionista no dia 4 de outubro de 1872, dando um espetáculo no Teatro Ginásio do Rio de Janeiro: « É hoje que no Theatro Gymnasio apresenta-se pela primeira vez o inteligente amador de prestidigitação, o sr. Curvello d’Ávila. (Um que já o viu trabalhar). Prepara-se para esta noite uma grande ovação ao hábil amador de escamotagem, o sr. Ávila ».
Ter nome de família foi logo uma boa vantagem mas o seu talento só seria reconhecido mais tarde, sobretudo nas suas artes de ventríloquo cómico, escritor e exibidor de vistas de lanterna mágica, reunindo muitos amigos e discípulos graças à sua simpatia e aos seus livros que instruíram novos ilusionistas no Brasil. Trabalhou por todos os "Estados Unidos do Brasil" e não nos Estados Unidos da América como escreveram os acima referidos biógrafos.
Curvello d'Ávilla conhecia o valor da publicidade e como outros do seu tempo, mandava publicar anúncios sob a forma de notícias curiosas. Os jornalistas tentavam parecer entendidos nas artes mágicas: « Há dias aconteceu-lhe uma aventura muito prosaica mas de que poucos escapariam tão facilmente como escapou. Regressava o sr. Avila da Gávea, cerca de 11 horas da noite e não querendo esperar o bond, desceu pela rua da Boa Vista, seguindo os trilhos. De repente saiu-lhe de uma cerca um indivíduo mal encarado que apostrofando-o rudemente exigiu-lhe o dinheiro que levava. Àquela hora, em tal lugar, o encontro era desagradável mas o sr. Ávila pondo-se em defesa com a bengala que trazia, fez sair da cerca e de longe, vozes de pessoas que acudiam. Era o ventriloquismo que o salvava. O audaz gatuno, julgando haver socorro próximo, fugiu a bom fugir, deixando o artista voltar tranquilamente para a cidade. Eis para que serve a ventriloquia ».
Em 27 e 28 de março de 1886 Curvello d'Avila atuou na cidade de S. Paulo, no "Teatro do Congresso Gymnastico Portuguez". O seu programa incluía uma primeira parte com sortes várias com cartas, lenços, cristais, flores, etc. A segunda parte com a "Ventriloquia e poliphonismo" que era a mais apreciada pelo seu caráter hilariante. Na terceira parte apresenta: "O gabinete maravilhoso ou a mulher encantada", uma peça mágica que dizia ter sido apresentada em Londres por Maskelyne and Cookes.
Ao contrário do que criativamente escreveu Eduardo Relvas, Curvello d'Ávila não fazia "hipnotismo, sugestão e transmissão de pensamento", nem nada que se parecesse. E também não faleceu em 1912. A maior parte da informação biográfica já publicada, sobre este artista, é pura invenção.
« Espectáculo variado composto de chistosas comédias, apresentação de trabalhos de prestidigitação, mágica e ventriloquismo pelo professor Avila. Conhecemos o professor Avila, quando aqui esteve há alguns anos e mais tarde tivemos ocasião de apreciá-lo no Rio de Janeiro, onde mereceu os aplausos unânimes da imprensa fluminense. Não é portanto um artista novo que entre nós se apresenta, e, se as sortes de prestidigitação anteontem exibidas eram algum tanto conhecidas nem por isso deixamos de reconhecer a perícia e habilidade com que foram feitas. A cena do ventriloquismo foi excelente.
Agradou muito e só isso seria o bastante para fazer a reputação do professor Avila, que a par de uma inteligência pouco vulgar é em extremo modesto. (...) Deve ser bastante concorrido o espectáculo de hoje e para isso basta que se diga que além da comédia em 3 actos representada pela troupe Mesquita, toma parte tambem o professor Avila com os seus trabalhos de prestidigitação e ventriloquia ». (S. Paulo, 10 de dez. 1892).
« Abre-se hoje o vasto e luxuoso theatro S. Pedro de Alcântara para receber o "high-life" fluminense, toda nossa sociedade distinta e elegante. O hábil prestidigitador e afamado ventríloquo portuguez C. D’Avilla realiza um excelente espectáculo, muito cheio de novidades e de atrativos inteiramente desconhecidos do Rio de janeiro ». (Publicado em 4 de dezembro de 1892).
Em 19 de julho de 1894 o prestidigitador e ventríloquo "europeu" Curvello d'Avila estreou no Teatro Santa Isabel de Pernambuco. Depois passou para o teatro Phenix Dramática onde realizou a sua festa artística. (Recife, 23 de junho de 1895).
« Domingo último apresentou-se ao público desta cidade, no teatro de S. Domingos, o sr. Curvello d’Avila, que executou vários trabalhos de prestidigitação e de ventriloquia. Com grande habilidade conseguiu o sr. Avila iludir perfeitamente o público que por aplausos manifestou sua satisfação.
« Dentre os trabalhos, muito apreciamos os de escamoteação, nos quais o estreante revelou habilidade e fez com que a ilusão fosse completa. Na última parte o sr. Avila exibiu os seus dois bonecos, fazendo num triálogo com o artista, rir toda a plateia. Não é o sr. Avila um charlatão ou um simples amador: É um artista cujo mérito se patenteia logo para os que o vêm trabalhar. Domingo dará este artista mais um espectáculo que será difinitivamente o último, com programa absolutamente diverso ». (Ytu, 7 mar 1895).
Segundo referem modernos investigadores brasileiros, em Porto Alegre, no Teatro São Pedro, foram apresentados os últimos espectáculos de projeções com lanternas mágicas, pouco antes da chegada do cinematógrafo, cerca de 7 e 21 de setembro de 1896, pelo prestidigitador Curvello d'Ávila que vinha "precedido de extraordinária fama". O seu programa compunha-se como habitualmente por 3 partes:
– « Prestidigitação, ventriloquia e projeções do Polyorama universal, uma vistosa lanterna de óticas múltiplas que foi elogiada pela imprensa que escreveu ser o projector "lindo e prende[r] a atenção do espectador pelas variadas e soberbas vistas de que dispõe ».
O sr. Ávila era um homem de espírito e entremeava sempre o seu trabalho com agradáveis palestras "joco-sérias", muito ao gosto da plateia. Na primeira parte a ilusão que mais impacto causou foi a "mão misteriosa". Na segunda parte exibiu interessantes exercícios mnemónicos e na terceira obteve enormes aplausos com a cena da ventriloquia em que a conversa animada entre os "admiráveis autómatos", ou bonecos, D. Genoveva e o sr. Fagundes, manteve o público em contínua gargalhada. O jornalista diz que a concorrência de público ficou muito aquém do esperado mas que estava um luar magnífico.
Os trabalhos de José Curvello agradaram, foram aplaudidos, apesar de já vistos... Era o que sempre comentava a imprensa. Escrevem que o desempenho do artista foi prejudicado pela doença que o acometia desde agosto. Cerca do dia 27 o sr. Curvello d'Ávila viajou para o Rio de Janeiro em busca de tratamento, vindo a falecer nesta cidade no dia 18 de Outubro de 1896.
« O segundo e último espectáculo de Curvelo foi realizado após alguns cancelamentos e adiamentos, ocasionados tanto devido às chuvas quanto ao frágil estado de saúde do prestidigitador e de seu filho menor. Na ocasião, a cena ainda foi dividida com uma companhia de zarzuelas e operetas vinda de Santa Maria e que ocupava o teatro desde o dia 15. O espectáculo contou com regular concorrência e muitos aplausos. Em menos de um mês, Curvello faleceu, já no Rio de Janeiro ». Não há nenhuma referência ao estado de saúde do filho que terá sobrevivido. Em novembro o empresário Francisco de Paola chegava a Porto Alegre com o "cinemotografo".
Nos dias 16 e 17 de Novembro a Gazeta da Tarde (RJ) publica: « na igreja de Nossa Senhora do Rosário celebrou-se hoje uma missa em sufrágio à alma do distinto prestidigitador Curvello d'Avila há trinta dias falecido nesta capital. O acto foi regularmente concorrido por pessoas da família..». No anúncio são mencionados os nomes da mãe sra. Marquesa Adelaide Maciel de Ávila e da irmã, Dna. Maria Carolina Curvello d'Avila (ausentes) e do irmão, João Curvello d'Avila Maciel.
Curvello d'Avila publicou pelo menos dois livros:
– « Segredos da Magia Branca – contendo um grande numero de sortes de cartas, escamotagem, phisica divertida, chimica recreativa, mecanica, etc. traduzidas e compiladas para agradável passatempo nas sociedades. J. Curvello d'Avila – Numerosas figuras – 118 páginas. Em casa dos editores-proprietarios Eduardo & Henrique Laemmert, Rua do Ouvidor, 66. Rio de Janeiro, 1873 ».
Nota: Este título foi reeditado em 1882, junto com o segundo livro do sr. Avila.
– « O Magico Moderno – contendo as mais novas e interessantes sortes de moedas, cartas, calculo, destreza de mãos, prestigio e illusão sem apparelhos, as quaes podem-se facilmente aprender e executar. A obra mais conscienciosa que tem apparecido neste genero. Autor J. Curvello d' Avila. Editora: Rio de Janeiro – Livraria popular de Cruz Coutinho, 1882. Número de páginas: 189 páginas – não tem gravuras ».
Trabalho de José Silvestre Mutus Deddit
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Benjamim de Oliveira Benjamim de Oliveira.
« Prestidigitação. Sábado [25 março 1871] à noite deu o sr. Benjamin d'Oliveira, filho mais novo do sr. Benjamin, negociante dos Clérigos, uma sessão de magia branca e de phisica divertida, num salão da rua da Fábrica, convertido em elegante teatrinho. Era numerosa e selecta a concorrência. Apesar dos bilhetes de convite indicarem que era a estreia do sr. Benjamim, este senhor houve-se com tanta perícia, que apesar dos seus poucos anos, bem o acreditaramos professor naquela arte de iludir, divertindo. O nosso pequeno Herman foi aplaudido freneticamente. Não lhe faltaram chamadas calorosas, bouquets e pombas. Passou-se uma noite completamente agradável ».
O amador Benjamim de Oliveira que teve então a sua estreia no teatro Minerva de David de Castro, nasceu no Porto em 5 de abril de 1850 e faleceu em 1925. Viveu também em Lisboa onde era íntimo amigo do culto ilusionista amador Varandas de Carvalho.
O seu mestre, David de Castro, considerava-o superior a muitos prestidigitadores estrangeiros e disse que na arte das transformações de figurino, levava vantagem do famoso Cascavel que se exibiu em Portugal em 1878.
Benjamim d'Oliveira, sócio da Sociedade Dramática de amadores «Luz e Caridade» participou numa récita de beneficência a realizar dia 3 de dezembro de 1879 no teatro Baquet do Porto, com uma «sessão de magia branca e prestidigitação».
Também participou como actor de comédia num benefício a "favor de uma família necessitada", dado em outubro de 1881, no teatro Gil Vicente do Palácio de Cristal. O amador Augusto Viana iniciou o espectáculo com uma sessão de "quadros dissolventes".
Benjamim de Oliveira (Porto, 1850-1925), o ilusionista português. Na época, a imagem de artistas de "magia branca" era preservada sobretudo em cartazes litografados e descrições na imprensa.
Varandas de CarvalhoVarandas de Carvalho
O que se sabe sobre a sua representação visual e histórica é o seguinte:
Perfil do Artista: Varandas de Carvalho era um "ilusionista culto" e amador de elite. Na Lisboa do final do século XIX, estes artistas raramente faziam publicidade com o seu próprio rosto em cartazes de rua (reservados a profissionais como Cascabel), preferindo atuar em salões privados e récitas de beneficência.
Contexto Visual: Se deseja imaginar a sua aparência, ele estaria tipicamente trajado com o rigor da época: casaca preta e cartola, o uniforme padrão para sessões de "magia branca" e "phisica divertida" que decorriam em locais como o Grémio Literário ou teatros lisboetas.
Legado Documental: A sua existência é comprovada através de crónicas da época e memórias de outros ilusionistas, que o descrevem como um mestre na arte da manipulação e um dos maiores incentivadores do ilusionismo em Portugal.
Dada a dificuldade em encontrar um retrato direto, gostaria que eu pesquisasse por cartazes ou ilustrações de espetáculos de ilusionismo em Lisboa da década de 1870-1880 para ter uma ideia do ambiente estético em que ele se movia?
Varandas de Carvalho era uma figura central no ilusionismo de Lisboa, e a sua amizade com Benjamim servia de ponte para que o artista portuense circulasse com facilidade nos salões e teatros lisboetas quando se deslocava ao sul.
O percurso de Varandas de Carvalho reflete a figura do "ilusionista amador de elite" da Lisboa do século XIX, uma época em que a prestidigitação era vista como uma arte intelectual e de salão.
Os principais marcos da sua trajetória incluem:
Centro de Gravidade em Lisboa: Enquanto Benjamim de Oliveira era a referência no Porto, Varandas de Carvalho era a figura central da magia na capital. A sua residência em Lisboa não o impedia de manter uma colaboração estreita com os artistas do norte, servindo de anfitrião e mentor informal para ilusionistas que visitavam a cidade.
Magia como Erudição: Varandas não era um artista de feira; o seu percurso centrava-se na "Magia Branca" e na "Phisica Divertida". Estas modalidades focavam-se em truques de salão, manipulação de cartas e demonstrações de fenómenos óticos ou científicos, frequentemente realizadas em ambientes exclusivos como o Grémio Literário ou em récitas de caridade.
Reconhecimento Técnico: A sua perícia era tal que, nos círculos especializados, o seu nome era citado a par de grandes profissionais. A amizade com Benjamim de Oliveira baseava-se nesta admiração mútua e na troca de segredos sobre as "transformações", uma técnica complexa de mudança rápida de figurino em palco.
Influência Cultural: Foi um dos grandes impulsionadores da magia como entretenimento respeitável para a alta sociedade lisboeta, ajudando a pavimentar o caminho para a fundação de futuras associações de ilusionismo em Portugal, como a Associação Portuguesa de Ilusionismo (API).
Embora não tenha deixado uma biografia comercial, a sua importância é medida pelo impacto que teve nos seus contemporâneos, sendo considerado o "melhor amigo e mestre" dos mais talentosos mágicos da sua geração.
Octavio de Matos Ling ChongLing Chong era o nome artístico de Octávio José de Matos (1890–1964), um prestigiado ilusionista e ator português
As atuações de Ling Chong (Octávio José de Matos, 1890–1964) caracterizavam-se por uma estética que fundia o ilusionismo clássico com o teatro de variedades, muito popular na primeira metade do século XX.
Os principais detalhes das suas exibições incluem:
Estética Orientalista: Adotou o pseudónimo "Ling Chong" e frequentemente utilizava figurinos e cenários inspirados no Oriente, uma tendência da época para conferir um ar de mistério e exotismo aos espetáculos de magia.
Versatilidade Artística: As suas apresentações não eram puramente de magia; ele integrava a sua faceta de ator, criando performances narrativas que envolviam o público através da comédia e da dramatização.
Circuitos de Atuação: Apresentou-se em teatros de prestígio e em digressões por Portugal, incluindo passagens marcantes pela Região Autónoma da Madeira, onde exibia números de manipulação e grandes ilusões adaptadas aos palcos da época.
Julio VilarJúlio Vilar, nasceu no Porto em 9 de agosto de 1886. Foi um artista de variedades que fez carreira sobretudo no Brasil mas também na Argentina, Uruguai, Portugal, Espanha e outros países. Actor de todos os géneros teatrais, dramáticos, de revista e vaudeville, comediante, palhaço, trapezista, “stunt man” e ilusionista prestidigitador. Foi faquir e ficou famoso com o seu número do “enterrado vivo”, do engarrafado e do submergido. Imitou os números de Houdini, fazendo a evasão da caixa lançada ao mar, onde se encerrava algemado e de onde se evadia sem deixar pista sobre por onde teria escapado. Fez essa proeza em Santos, no Rio, Pernambuco, Campos, Bahia e Recife, segundo refere o Prof. Aronack. Tal como Houdini, anunciava-se com evasões de algemas e camisas de forças. Também no Coliseu dos Recreios de Lisboa, na cidade do Porto e depois no Pará, ele executou o "salto da morte", do alto das galerias de um teatro para o palco, um perigoso "truque".
"O maior artista enciclopédico de todos os tempos", como lhe chamou Eduardo Relvas, foi também artista de circo, bailarino de sapateado, cantor, imitador, declamador, transformista, "clown", "dresseur" de cachorros, ventríloquo, operador de fantoches, construtor e vendedor de equipamento de ilusionismo e circo, homem-mosca escalador de edifícios, pára-quedista, jejuador, equilibrista e músico excêntrico.
Júlio Vilar desde menino sentira grande fascínio pelas artes de palco mas nem os pais pertenciam a esse meio nem aprovavam tal carreira. Porém logo que terminou o curso do Instituto Industrial e Comercial do Porto foi o que fez: Entrou em algumas companhias de representação que andavam pela província, onde não teve êxito. Regressou desiludido, à sua cidade, e tentou encontrar outra ocupação mas tudo parecia monótono para o seu carácter proativo. Voltou a um palco no “Grémio Recreativo” e aí actuou como cantor e monologuista em pequenas peças de comédia, no que agradou.
No dia 29 de agosto de 1908 inaugurou-se a nova casa do Circo de Variedades, instalada nos antigos jardins do Grémio Recreativo, à Rua Passos Manuel no Porto. Da companhia inaugural fazia parte o "clown" Paul Delmás, francês, que já trabalhara no Porto em 1904. Este depois de assistir às atuações de Júlio Vilar, procurou-o no camarim e convidou-o para fazer parelha com ele. No início de outubro estava integrado na trupe de "clowns Delmas, Michel, Oscar e Vilar", atuando neste circo. Aqui ele assistiu aos trabalhos do ilusionista Rosales e Clary. Nasce assim uma companhia que irá trabalhar em teatros e circos por todo o país. Como escreve o Prof. Aronack, o circo foi um mundo novo onde Vilar se sentiu plenamente em realização. Ele assumiu o papel de palhaço com satisfação. Aprendeu modalidades como o malabarismo, equilíbrios, saltos e exercícios ginásticos, estudou música com um colega francês chamado Joseph Piatti, e praticou vários géneros, tudo com grande facilidade.
O próprio Delmás, artista de muitos recursos, apresentou os seus cães amestrados em novembro de 1908, despedindo-se do circo Variedades cerca de 13 de dezembro. Veio a possibilidade de trabalhar a solo e Vilar tenta a sua estreia no Salão Pathé, no dia 10 de abril de 1909, como "excêntrico parodista" e anuncia a despedida para 25, dia em que fez uma aparição em todos os oito intervalos das fitas cinematográficas. Em agosto no Teatro Águia d’Ouro do Porto, foi apelidado como "O rei do riso".
Depois regressou à trupe Delmás: Em junho de 1910 actuava no Circo da Rua Alexandre Herculano, no Porto, como "Clowns Delmás, Pujol y Villar”. Vilar aprendeu muito com Delmás; separou-se dele e montou o seu próprio número de parodista excêntrico que apresentou no Teatro Circo de Variedades, no Porto, em dezembro deste mesmo ano. Seguiu depois em digressão por várias cidades.
Em finais de fevereiro de 1912 Júlio Villar trabalhava em Leiria, com Miss D'Arwill, no Teatro D. Maria Pia, com uma companhia de que fazia parte, entre outros artistas de variedades, Las Violettas e Ernesto Foliers, notável imitador e transformista que trabalhou por todo o país entre 1911 e 1913. Note-se que nesta época numerosos transformistas percorriam os nossos salões e teatros – os mais famosos eram espanhóis mas também havia alguns portugueses como Silva Carvalho, por exemplo.
Seguidamente o nosso Júlio Villar "popular excêntrico, de los muy raritos que se ven", conforme a ele se referia a imprensa espanhola, foi estrear no dia 1 de abril de 1912, no Salão Foz, uma das casas mais elegantes de Lisboa. Seguiu como cantor cómico, fazendo uma incursão ao Teatro-Circo do Funchal, o chamado Pavilhão Paris, Madeira, de meio até final de abril. Algum tempo depois atuou "com grande brilhantismo", diz-nos o prof. Aronack, no Cine Pathé do Porto, o que motivou ter sido contratado pela agência Roche de Paris, para ingressar na companhia South American Tour, dirigida pela empresa Seguin. Depois de ir a Paris, preparou-se para viajar ao Brasil.
Então em 13 de novembro de 1912 ele embarcou para o Rio de Janeiro, indo estrear no Palace Rio Theatre, numa grande companhia e onde foi muito aplaudido graças à originalidade da sua actuação. O vapor "Darro", onde seguiu Vilar, chegou ao Rio de Janeiro no dia 28 de novembro, uma quinta-feira e ele estreou no dia 9 de dezembro de 1912: Uma estreia conjunta com outros artistas que já vinha sendo anunciada pelo Palace Theatre. Foi classificado como "excêntrico" e em 5 de janeiro de 1913 a companhia de variedades circenses do "Palace Theatre" chamava-o de “o rei do riso”.
Seguiu depois para Curitiba, tendo trabalhado no Teatro Mignon com outros artistas de variedades que faziam os intervalos do cinematógrafo. No dia 19 de fevereiro juntou-se-lhe o famoso chimpanzé Mono Consul que provocou enormes enchentes. Pouco depois seguiu para S. Paulo onde actuou durante 60 dias, no Teatro Politeama. Em seguida ele irá apresentar-se em Montevidéo e Buenos Aires onde terminaria o contrato. Mais tarde Júlio Villar regressou a Portugal.
Só vamos encontrar Villar no Porto, em agosto de 1913, apresentando um número de grande perigo, no Teatro Águia d'Ouro: "O salto da morte" que fez do alto do teatro para o palco. Consta que ele tentou o salto de 18 e de 16 metros, e acabou incapacitado durante meses com uma fratura óssea. Depois repetiu o salto de 14 metros, saindo incólome. Um "êxito imenso" escrevem, que lhe fez subir a popularidade, pois o público acompanhava estes trâmites pelos jornais. Na época a imprensa elogiava tais feitos como sendo provas de intrepidez e força de vontade. Villar ficava depois vivendo da fama.
Cerca de agosto de 1914 esteve integrado na companhia do famoso ilusionista Rodrigues Frias com a filha deste, a cantora Laverne e sua irmã Lucinda Frias.
Em Lisboa ele tornou-se também muito conhecido mas o seu número de cómico excêntrico que apresentava no Coliseu em julho de 1915, perdeu o interesse do exigente público do Coliseu dos Recreios. Começou a planear uma proeza espectacular que já trazia em mente desde algum tempo atrás: "o enterrado vivo sem comer nem beber" – uma prova que se tornara numa moda pelo fim do século XIX e que havia já sido exibida em Lisboa por Giovanni Succi (1889), por Papuss (1900) e pelo português José Maria Avelino no norte do país:
Foi nos Restauradores, em Lisboa, que Júlio Villar se fez encerrar dentro de uma urna à vista de muito público, durante 8 dias, tendo causado bastante eco na imprensa que o apelidou como “o rei dos jejuadores”. Depois repetiu a proeza no Porto com enorme êxito e embarcou seguidamente para o Brasil, onde em dezembro de 1916 se apresentou no Teatro de S. Pedro (mais tarde João Caetano) contratando com a empresa Paschoal Segreto, para repetir a sua experiência, a qual causou grande impacto e segundo diz o Prof. Aronack, ficou na memória dos cariocas. Escreve este ilustre médico brasileiro:
« Duas vezes mais leva a cabo esta experiência, uma em Recife e outra em Belém do Pará. Com estas exibições Villar ganha no Brasil uma pequena fortuna. Regressa a Lisboa e com o dinheiro ganho no Brasil arquiteta a montagem de um grande espectáculo. Seis meses gasta para levar a efeito a sua ideia. Compra cenários e riquíssima aparelhagem. Reúne todas as suas habilidades num só programa e estreia com pouca felicidade na cidade de Setúbal. Não desanima, repara defeitos e depois de duas terras mais tem organizado o seu programa e os seus desejos satisfeitos. Entra com êste programa no Coliseu dos Recreios (Lisboa) e com um único assistente, sozinho, mantém-se nesta casa trinta e quatro dias, com grande sucesso. Villar, comediante enciclopédico, como se anunciava, foi cognominado nesta ocasião pela imprensa como “O homem companhia”, cognominação que êle sempre conservou ».
A estreia como ilusionista prestidigitador em Setubal e o programa que levou ao Coliseu só aconteceram em 1920. Em Lisboa os intelectuais sempre olharam os ilusionistas com desdém pois não admitiam que um saltimbanco, ainda por cima português, pudesse enganá-los. Além disso uma grande quantidade de médicos e outros doutores desde um século atrás que apanhavam grandes "barretadas" dadas por ilusionistas. Assim, Villar foi passando ao esquecimento na capital de Portugal. Nasceu até um boato segundo o qual ele tinha gasto todo o dinheiro ganho, nas mesas de jogo que então proliferavam nas cidades. De facto era o grande público que dava fama ao artista, enquanto outros ou consideravam-no louco, ou uma ameaça às suas receitas de bilheteira.
Em abril/maio de 1917 surgiram nos jornais de Lisboa umas manchetes misteriosas: “O fantasma das águas vem aí”; “O submarino humano quem será ?”; ”Não esqueçam o submarino humano”. Por aqueles anos submarinos e aviões eram uma novidade trazida pelas notícias da guerra. Então no dia 12 revelou-se o mistério: "Sou eu o submarino humano", diz Villar nos jornais, prometendo ficar 288 horas "sepultado nas águas, sem comer nem beber". A mesma façanha também foi apresentada no Rio Douro, o que lhe valeu uma pneumonia, segundo refere Savler. O maior elogio da imprensa ia para a sua "inexcedível força de vontade".
Ao Recife ele levou de novo o “enterrado”, apresentando-o em 17 de março de 1918, tendo assistência de médicos, e escolta militar. Em oito horas venderam-se 4320 entradas para ver Júlio Villar no seu caixão. Este tipo de eventos atraía numeroso público, à semelhança do que acontecia na América com Houdini: Nos países lusófonos sobremodo apelava à mística católica do jejum e da “ressurreição”, bem como impressionava através da encenação fúnebre. Procedeu-se depois dos oito dias de jejum, ao ritual de levantamento, com Júlio Villar despertando muito alucinado, dizendo que tinha visões e via a sua mãe rezando por ele em Portugal. Com sua sempre atenta esposa, a atriz Maria de Oliveira, amparando os seus passos enquanto ele previa o futuro a alguns curiosos e depois... bem, depois ele pegou numa pandeireta e fez um sapateado cantando uma alegre canção que deixou toda a gente de boca aberta.
Só como curiosidade, este tipo de proeza tornou-se tão popular que ainda em 14 de janeiro de 1923 uma senhora de nome Rosa Rogé se propunha também ser enterrada, com igual aparato de polícias, médicos, transporte do caixão, etc. Não se sabe porém se ela conseguiu consumar o jejum de 8 dias que se anunciou.
Pelo fim do século XIX e início do XX, foram vários os temerários que exibiram jejuns prolongados, chegando até 40 dias sem comer, apenas tomando colheres de água. E hoje grandes nomes como David Blaine nos EUA, executam o número.
Villar tinha uma inata vocação de ilusionista. Ele tornara-se amador e ficara muito impressionado com o espectáculo de Great Raymond no Porto, em 1911. Segundo nos diz Eduardo Relvas ele estreou o seu "majestoso espectáculo" de mágica a 1 de janeiro de 1920, no teatro de Setúbal. Depois percorreu várias cidades do continente e Açores com a sua "Cavalgada Mágica" até que no dia 21 de maio de 1922 todo o seu equipamento de magia, roupas, cenários e aparatos arderam num terrível incêndio no teatro de Montemor-o-Novo. Onze toneladas de material esfumaram-se num ápice, com um prejuízo avultado.
Em julho de 1920 ele tinha apresentado o seu espectáculo de music-hall e prestidigitação no Coliseu dos Recreios de Lisboa, mas os jornais deram destaque quase só ao Campeonado Internacional de Lutas que decorria nesse recinto. Talvez Villar não tenha investido em publicidade ou tenha "apanhado boleia" das enchentes para ver as lutas. Os seus amigos no Brasil, garantem que Villar teve sempre lotações esgotadas. Ele ficou apresentando o seu "one-man-show", com apenas um colaborador, até ao dia 30 de agosto, entrando no dia seguinte a grande companhia de circo do Coliseu. Para o final desse ano Villar tentou novamente dar nas vistas. Foi também num dia 13, de dezembro, até dia 24 ou 25 de 1920, que ele se enfiou na jaula dos leões do domador Guido Fázio que estava no Coliseu dos Recreios de Lisboa. O domador ficara doente e emprestou os leões a Villar. O "sketch" de Villar foi apresentado no Salão Foz e no Palácio de Cristal do Porto ele repetiu o feito, tocando acordeon dentro da jaula, enquanto os leões rugiam.
O vaudeville mágico de Júlio Villar que Aronack conheceu no Brasil em 1924, compunha-se de duas partes. Na primeira fazia jogos de manipulação de bolas do tipo Elliot – o primeiro artista português que as apresentou, "com tal perfeição, que nem Wetrik, tão orgulhoso da sua técnica, o podia ultrapassar !", escreveu Dr. Martins Oliveira. Executava fantasias e ilusões de rico aspecto. Na segunda parte fazia uma companhia de variedades de um homem só. Ele sapateava, tocava instrumentos excêntricos, fazia mímicas e truques cómicos, malabarismo, transformismo de roupas e personagens enquanto cantava e, à semelhança do show de Frégoli, durava tudo isso cerca de duas horas e meia, o que o deixava exausto. O professor Aronack diz que ele ficava aborrecido quando o elogiavam e nessa época não gostava muito da arte mágica que fazia pois não a achava perfeita, no que Aronack era de opinião contrária. Villar sabia que precisava da mágica para enriquecer o seu espectáculo mas o azar que lhe acontecera em Portugal deixara-lhe bastante consternação.
Depois do desastre, com o pouco dinheiro que tinha e algum empresta-dado por um amigo, Villar preparou um programa de mágica mais modesto, regressando à terra onde fôra feliz. Deve ter jurado a si próprio não mais remar contra a maré ! No Brasil, por essa época ele pertenceu à organização e comissão de contas do Progresso Futebol Clube mas sempre que podia dava um salto aos teatros para apresentar a sua arte. e ainda em 1922 naturalizou-se brasileiro, fixando residência em S. Paulo. Em 1924 ele associou-se com o artista cómico brasileiro Jardel Jercolis que tinha um "dueto luso-brasileiro Les Jercolis", com o qual alcançou grande êxito no Salão Foz de Lisboa, em outubro de 1919.
Villar e Jercolis empreenderam então uma nova "tournée" pela "Europa" que deve ter ficado por Portugal e Espanha, além de uma visita a Londres, com um programa de ilusionismo e cenas hilariantes. Villar deve ter-se despedido de sua mãe de quem tinha sempre saudades e do seu país,, terá sido a última vez que esteve em Portugal. Muitos outros o deixaram, de uma vez por todas.
De volta ao Brasil "Jercolis-Villar" apresentam-se em 24 de abril de 1924 no Teatro Recreio do Rio de Janeiro: « Eles representam, cantam, fazem as maiores diabruras, não em um espectáculo por sessões, mas em um espectáculo completo, que dura três horas de alegria e movimento, no estilo do que se faz no Alhambra de Paris e no Crystal Palace de Londres. Tanto Jercolis, o artista carioca que tem corrido o mundo fazendo-se aplaudir em toda a parte, como Julio Villar, o popularíssimo "enterrado vivo" do teatro S. Pedro, são bem nossos conhecidos ». E em 9 de maio no palco do Rialto, num espectáculo que a imprensa nomeou "Do mundo dos espíritos", Villar foi referido como tendo "ressuscitado" para o mundo do espectáculo. Depois seguiram para S. Paulo e para o interior paulista. Desfeita a sociedade Villar foi então percorrer todo o Brasil com o seu programa de pantomina e mágica e seguiu depois para a Argentina, sempre aplaudido e elogiado pelo público e pelos colegas.
No Teatro Casino de Buenos Aires trabalhou durante quarenta dias com boa aceitação. Nessa viagem ensinou dois cachorritos sábios calculadores, “Jambo” e “Fly” que fizeram as delícias do público portenho, sobretudo do infantil. Assim ele conseguiu vários contratos na Argentina. Mas sentindo saudades da sua terra brasileira, voltou ao Rio de Janeiro onde apresentou as suas novas rotinas de "dresseur" em teatros e cinemas. Armazenou a grande parte do seu material de ilusionismo e apenas com os seus cachorrinhos fez uma temporada de noventa e três dias no Casino da Urca.
Depois, diz-nos Aronack, gostou tanto dos casinos que foi apresentar o mesmo programa em todos os casinos do Brasil ! Ficou cansado de tanto casino e propôs-se descansar. Foi verificar o material de ilusionismo que tinha guardado, aumentou-o, nomeadamente juntando-lhe uma espécie de cabine espírita dos irmãos Davenport e, gastando todas as suas economias criou a “Companhia de Revistas Mágicas e atrações mundiais” à semelhança das companhias italianas de Watry, Wetrik, etc. Composta por vinte e cinco pessoas, incluindo a sua esposa, a atriz Maria de Oliveira. A companhia foi estrear em Porto Alegre no Teatro Coliseu, com enorme sucesso, esgotando lotações durante trinta dias.
Percorreram várias cidades do Sul com boas concorrências mas a gestão do pessoal começou a falhar e o projecto foi interrompido. Villar regressou a São Paulo e organizou nova companhia mais modesta em participantes e apresenta-se no Teatro Santana onde atuaram durante vinte e oito dias. O sucesso desta companhia foi inferior à primeira mas Villar continuou a ser a grande estrela do grande público. Tanto o Prof. Aronack como Savler elogiam a sua presença em palco, a sua apresentação perfeita e boa dicção, o jogo de cena e a execução dos trabalhos, os cenários, cortinas, etc.
Em maio de 1925, Júlio Villar trabalhou no cinema Ideal com a "Trupe Gaucha", em variedades que complementavam as sessões de projeção. Perto dos 40 anos, ele entendeu que trabalhar numa companhia era mais fácil que representar todos os personagens sozinho, uma coisa que não poderia fazer mais. Em 3 de agosto de 1925 participou numa grande festa de artistas no circo Sarrasani. Júlio Villar foi sempre um modelo de simpatia, amigo de toda a gente, dotado de um entusiasmo contagiante. Ele criou o seu lugar entre os artistas brasileiros.
Em agosto de 1925, talvez estivesse sem ocupação, lembrou-se de anunciar que iria escalar o edifício do Rio Hotel mas a polícia não o autorizou. Imaginou então uma nova forma de enterrado vivo – o engarrafado, que depois de muito bem explicado à polícia, lá foi autorizado. Villar mandou fazer uma enorme garrafa de vidro, indo depois anunciar um jejum de oito dias. Esta experiência já tinha sido feita em 1915 por Papuss que veio estrear o Teatro Circo de Braga, inaugurado em 21 de abril de 1915.
Dias depois Júlio Villar, sem autorização, escalou o edifício do jornal A Noite, em mangas de camisa, e surpreendeu os jornalistas. Passados alguns minutos a rua ficou cheia de gente querendo ver o escalador. Finalmente, hei-lo de novo exposto à vista do público, no Teatro Recreio, dentro de uma garrafa de vidro, com todo o alarde costumeiro de médicos, polícias, e multidões de curiosos querendo ver Júlio no seu suplício... Cumpridos os 8 dias sem comer nem beber, o excêntrico artista foi desengarrafado, no dia 30. Ainda com a barba comprida, tocou uma peça de xilofone e recebeu os aplausos do público presente.
Ainda em 1925, outubro: « Júlio Villar encarnando Charlie Chaplin. O homem que faz tudo; o homem que sabe tudo; o homem enciclopédico, realiza hoje no Recreio (...) um magnífico acto de cabaret. O célebre enterrado vivo ensaiou uma pantomima ao estilo norte-americano... Onde veremos o homem macaco encarnando a célebre figura do buffon Charlie Chaplin ». E no dia 2 de dezembro Villar está no Cine-Theatro América, integrado num programa de variedades, atuando com o famoso cão-prodígio de Oscar Soares e o ilusionista Themistocles, entre muitos outros.
Nos anos seguintes sempre que se proporcionava Villar dava um salto aos circos onde reencarnava o "clown", ou o parodista excêntrico musical. Como ilusionista e artista de variedades apresentou-se em muitos cinemas e cine-teatros. O cinema era por essa altura o espectáculo maior.
A 3 e 4 de abril de 1926, aparece trabalhando no cinema Ideal, em duas unicas sessões, com Maria de Oliveira, num espectáculo de variedades com musica portuguesa e fados, junto com o "film" "Viagens a Portugal". Em agosto desse ano está a trabalhar no Rio Grande do Sul. E em 1927 a casa do artista manifesta a sua preocupação (em vários anuncios) com a quantidade de cartas e correspondencia não levantada por Julio Villar e outros artistas.
Em 1927 veio um filme americano sobre as fraudes do espiritismo: Logo Júlio e sua esposa foram contratados para apresentar a "cabine espírita" que era um truque impressionante. O empresário tinha esperança de assim encher a sua sala para assistir ao tal filme.
A partir de 21 de setembro de 1928 é assinalado no circo Hagenbeck e no dia 1 de outubro participa neste circo, numa "vesperal" a favor dos "cofres sociais da casa dos artistas" a que se juntam muitos actores e artistas variados, numa primeira parte, também artistas circenses, e também os animais e os domadores do circo. Erico Braga da companhia Lucília Simões, faz "dressage" de póneis e o cómico Leopoldo Fróes como “clown buffo” parodista e musical excentrico, faz parelha com o “auguster” Julio Villar. No dia seguinte outro espectáculo de circo para festejar o aniversário do empresário.
Em 1930 o "comediante excêntrico Júlio Villar, bastante conhecido da plateia pernambucana" foi inaugurar o palco do Teatro de Santa Isabel. « No roteiro, "números de sensação", contando na parte inicial do programa com "O Inferno Por Dentro, O Record da Rapidez e A Desaparição de um Cavallo Vivo, com toda a força de luz em cena », lembrou o Diario de Pernambuco (3 de janeiro de 1930). Na segunda parte, «Chrystal Palace, em que Júlio Villar se apresentará como transformista, ilusionista, imitador, musico excêntrico, equilibrista, etc. ».
Como outros do seu tempo Villar "rapava" as segundas partes dos cinemas, a parte de variedades, como por exemplo em 29 de setembro de 1932, no Teatro-Cine Eldorado, ou 2 novembro do mesmo ano no Cine Fluminense. como « ilusionista, prestidigitador, malabarista, equilibrista, imitador e, músico excêntrico, com a sua extraordinária cadelinha Fly ».
No dia 28 de abril de 1933, Villar iniciou funções no circo Oceano: « O brilhante artista Julio Villar geralmente conhecido e estimado pelo publico carioca ».
Pela década de 1960, já retirado, Júlio Villar dedicava-se ao fabrico e comércio de material de circo, teatro e ilusionismo. Ele contou ao Prof. Aronack, em 1955, gracejando, que o número 13 o perseguiu na sua carreira pois tinha estreado a 13 de abril e em 13 de novembro de 1912 embarcara no vapor Darro, ficando com o camarote nº 13. Depois chegado ao "Palace Teatre" a cadeira em que se sentou tinha o nº 13 e deu os dados biográficos ao Prof. Aronack no dia 13 de outubro. O que ele não sabia é que por ironia do destino iria falecer na sua cidade de adopção em 13 de setembro de 1970.
Jose Silvestre Muttisdedit
Gonçalo_Jorge Gonçalo Jorge (Lisboa, 27 de maio de 1983) é um premiado ilusionista português.
O interesse pelo ilusionismo surgiu ainda em criança, aos seis anos, quando recebeu uma caixa de magia com 150 truques. Em 1998, ingressou na Associação Portuguesa de Ilusionismo (API). Em 2000, conquistou o 2.º Prémio de Magia Juvenil no Concurso Intersócios da API e recebeu o Prémio Incentivo no MagicValongo.
Na API conheceu Pedro Teixeira, com quem começou a desenvolver ideias e números em conjunto, formando em 2004 a dupla Tá na manga. Enquanto membro da dupla, tornou-se um dos ilusionistas portugueses mais premiados de sempre, acumulando distinções em competições nacionais e internacionais.
Em 2009, conquistou com os Tá na manga o 1.º Prémio de Magia Geral no Campeonato Francês de Magia FFAP, o 1.º Prémio de Magia Geral do Royal Club des Magiciens de Bruxelles e o 3.º Prémio de Magia de Palco do Club Magico Italiano. No ano seguinte, a dupla recebeu o Prémio do Público no Memorial Frakson, em Madrid, e, no Congresso Mágico Nacional de Espanha, o 2.º Prémio de Magia Geral e o Premi Especial de Màgia General da Màgics-Menorca, além do 2.º Prémio de Palco no MagicValongo.
Em 2011, recebeu com Pedro Teixeira o Troféu API, conquistou o British Ring Shield, 1.º Prémio de Magia de Palco da International Brotherhood of Magicians British Ring, e foi distinguido em Paris com o Mandrake d'Or, atribuído pela Académie Française des Illusionnistes.
Em 2012, Gonçalo Jorge e Pedro Teixeira alcançaram uma das mais importantes distinções do seu percurso ao conquistarem o 3.º Prémio de Magia Geral no Campeonato do Mundo de Magia da FISM, em Blackpool, tornando-se os primeiros portugueses premiados na categoria de Magia Geral na história da competição. Em 2020, ambos foram elevados a Sócios Honorários da Associação Portuguesa de Ilusionismo.
Paralelamente ao percurso competitivo, Gonçalo Jorge tem desenvolvido com os Tá na manga uma extensa carreira internacional, apresentando-se na Europa, América do Norte, América do Sul, África e Ásia. Entre os destaques deste percurso contam-se as atuações no Magic Castle, em Hollywood, e a participação no programa francês Le Plus Grand Cabaret du Monde. Regressaram também à FISM como artistas convidados, no Campeonato Europeu de 2017, em Blackpool, e no Campeonato do Mundo de 2022, no Québec.
Ao longo da carreira, tem apresentado regularmente conferências em convenções de ilusionismo nacionais e internacionais. A sua atividade nesta área estendeu-se ao meio académico, tendo sido orador convidado, com Pedro Teixeira, no curso de magia da School of Dance and Circus (DOCH), integrada na Stockholm University of the Arts, ao lado de Jim Steinmeyer e Teller. Foi também palestrante, enquanto membro dos Tá na manga, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde apresentou o seu trabalho e processo criativo e abordou o ilusionismo enquanto forma de arte performativa.
A par da atividade artística, Gonçalo Jorge é médico, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e especialista em Anestesiologia pelo Centro Hospitalar de Lisboa Central.
Pedro TeixeiraPedro Teixeira (Lisboa, 17 de dezembro de 1984) é um premiado ilusionista português.
Filho do ilusionista Jorge Teixeira, sócio fundador e antigo presidente da Associação Portuguesa de Ilusionismo (API), cresceu em contacto próximo com o ilusionismo. Em 1999, tornou-se membro da API e, no ano seguinte, conquistou o 2.º Prémio de Magia Juvenil no Concurso Intersócios da API e recebeu o Prémio Incentivo no MagicValongo.
Na API conheceu Gonçalo Jorge, com quem começou a desenvolver ideias e números em conjunto, formando em 2004 a dupla Tá na manga. Enquanto membro da dupla, tornou-se um dos ilusionistas portugueses mais premiados de sempre, acumulando distinções em competições nacionais e internacionais.
Em 2009, conquistou com os Tá na manga o 1.º Prémio de Magia Geral no Campeonato Francês de Magia FFAP, o 1.º Prémio de Magia Geral do Royal Club des Magiciens de Bruxelles e o 3.º Prémio de Magia de Palco do Club Magico Italiano. No ano seguinte, a dupla recebeu o Prémio do Público no Memorial Frakson, em Madrid, e, no Congresso Mágico Nacional de Espanha, o 2.º Prémio de Magia Geral e o Premi Especial de Màgia General da Màgics-Menorca, além do 2.º Prémio de Palco no MagicValongo.
Em 2011, recebeu com Gonçalo Jorge o Troféu API, conquistou o British Ring Shield, 1.º Prémio de Magia de Palco da International Brotherhood of Magicians British Ring, e foi distinguido em Paris com o Mandrake d'Or, atribuído pela Académie Française des Illusionnistes.
Em 2012, Pedro Teixeira e Gonçalo Jorge alcançaram uma das mais importantes distinções do seu percurso ao conquistarem o 3.º Prémio de Magia Geral no Campeonato do Mundo de Magia da FISM, em Blackpool, tornando-se os primeiros portugueses premiados na categoria de Magia Geral na história da competição. Em 2020, ambos foram elevados a Sócios Honorários da Associação Portuguesa de Ilusionismo.
Paralelamente ao percurso competitivo, Pedro Teixeira tem desenvolvido com os Tá na manga uma extensa carreira internacional, apresentando-se na Europa, América do Norte, América do Sul, África e Ásia. Entre os destaques deste percurso contam-se as atuações no Magic Castle, em Hollywood, e a participação no programa francês Le Plus Grand Cabaret du Monde. Regressaram também à FISM como artistas convidados, no Campeonato Europeu de 2017, em Blackpool, e no Campeonato do Mundo de 2022, no Québec.
Ao longo da carreira, tem apresentado regularmente conferências em convenções de ilusionismo nacionais e internacionais. A sua atividade nesta área estendeu-se ao meio académico, tendo sido orador convidado, com Gonçalo Jorge, no curso de magia da School of Dance and Circus (DOCH), integrada na Stockholm University of the Arts, ao lado de Jim Steinmeyer e Teller. Foi também palestrante, enquanto membro dos Tá na manga, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde apresentou o seu trabalho e processo criativo e abordou o ilusionismo enquanto forma de arte performativa
A par da atividade artística, Pedro Teixeira é formado em Engenharia Informática pelo Instituto Superior Técnico.